Pelo Arcebispo IOSIF,
Metropolitano de Buenos Aires

O relato em questão é temporalmente enquadrado após o batismo de Jesus por João no Jordão e sua permanência no deserto por quarenta dias. O próprio Mateus nos indica que, depois que Jesus fica sabendo da prisão do Batista, ele deixa a cidade de Nazaré e instala-se na Galileia das Nações, na cidade de Cafarnaum (Mt 4: 12-14). A prisão de João e sua iminente execução marcam de alguma forma a abertura do ministério público de Jesus: de fato, a pregação é a mesma: “Arrependam-se, pois o Reino dos Céus está próximo!” (Mt. 4:17).

De fato, a mensagem é a mesma, mas não o mensageiro. É assim que o próprio João envia seus discípulos a Jesus para perguntar: “És aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?” (Lc 7:20). Jesus lhes responde para que atestem diante de João o que eles próprios viram e corroboraram. Esse testemunho fala por Ele. Esse testemunho é suficiente: “Os cegos recuperam a vista, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciado o evangelho; e feliz aquele que não ficar escandalizado por causa de mim.” (Mt 4: 21). Na realidade, o verdadeiro “Mensageiro” é o profeta, e a “Mensagem” é Jesus: “Eis que vou enviar o meu mensageiro (anjo), para que prepare um caminho diante de mim. Então, de repente, entrará em seu Templo o Senhor que vós procurais; o Anjo da Aliança, que vós desejais, eis que ele vem, disse o Senhor dos Exércitos” (Ml 3: 1).

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