O Patriarcado Ecumênico de Constantinopla

O Patriarcado Ecumênico de Constantinopla é o centro espiritual da Igreja Ortodoxa mundial, e o Patriarca de Constantinopla é considerado a mais alta autoridade dentro da Igreja Ortodoxa. Desde o século VI, tem o título de Arcebispo de Constantinopla, Nova-Roma, e Patriarca Ecumênico. Como o «primus inter-pares» (primeiro entre iguais) Bispo da Igreja Ortodoxa, o Patriarca Ecumênico empreende várias iniciativas pan-ortodoxas e coordena as relações dentro da Comunhão Ortodoxa, bem como as relações entre todas as Igrejas Ortodoxas e outras Igrejas Cristãs e religiões do Mundo.

S. S. Bartolomeu, Arcebispo de Constantinopla – Nova Roma.

Sucessão na Cátedra de Santo André – Santa Sé de Constantinopla – Nova Roma.

O Santo Sínodo do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.

Encíclicas, Mensagens Pastorais, Homilias e  e Comunicados de imprensa.

Documentos e iniciativas ecumênicas do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.

Sobre o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla.

Uma Breve História

Introdução

O Patriarcado Ecumênico de Constantinopla é a manifestação mais marcante da viabilidade contínua – mais de 1500 anos – das instituições bizantinas mais criativas: a Igreja Ortodoxa Oriental. E justificamos: foi a Igreja Bizantina, administrada pelo Patriarca de Constantinopla, que converteu os godos – os primeiros ancestrais dos povos germânicos modernos – que levou o cristianismo às massas eslavas no Leste Europeu, que evangelizou alguns dos povos da Ásia Ocidental e do Norte da África e, acima de tudo, que formou o espírito religioso único que permeou todos os aspectos da civilização bizantina.

Trabalhando lado a lado com o Imperador em Constantinopla, o Patriarca desempenhou um papel decisivo na preservação da fé ortodoxa nos tempos perigosos dos repetidos ataques a Bizâncio pelos persas, godos, avaros, eslavos, árabes, normandos, búlgaros, sérvios, selêucidas e turcos otomanos. E quando Constantinopla, a grande cidade imperial, a «cidade guardada por Deus», finalmente caiu ante os turcos otomanos em 1453, foi o Patriarca – e seu clero – que conseguiu manter viva a fé ortodoxa e a universal cultura helênica durante uma longa e repressiva ocupação turca otomana que viu a destruição das igrejas, a supressão – na Grécia e nos Balcãs pelo menos – de praticamente todas as escolas de aprendizado, e as pressões diárias exercidas pelos conquistadores sobre sua população escrava.

Quando e como a instituição do Patriarca de Constantinopla se origina? Quais eram seus papéis e privilégios e, em particular, qual era a sua relação com seus pares patriarcas, em particular com o Papa e Bispo de Roma? Para compreender essas questões complexas, devemos retornar ao primeiro período da Igreja Cristã, o período apostólico imediatamente após a morte e ressurreição de Jesus Cristo (…)