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Venho expressar minha felicidade por ser um cristão
ortodoxo. Venho de uma geração de família ortodoxa, mas nunca fui alguém
interessado em me aprofundar na História da Igreja, com suas doutrinas,
dogmas, etc. Como acontecem com muitos era ortodoxo por cultura. Depois
que o ECCLESIA fez parte de meu cotidiano, deixei de lado a comodidade e
passei e ser um ortodoxo não mais por pura etnia e cultura, mas por adesão
pessoal e convicta. Sei que muitos, aqui no Brasil, nos acusam de ser
"sectários", "separados", pois, pelo menos na teoria, se dizem professar e
experienciar a fé católica da Igreja de Roma. Hoje, tenho material suficiente
para me defender dessas tolices, pois um ortodoxo antes de tudo, é um cristão
católico e apostólico, mesmo de sua sé não esteja em Roma, pois nossa fé e
historicidade ultrapassam fronteiras. Será que ser "sectário" é guardar a fé
recebida dos apóstolos, de maneira incólume, sem mudar ou transformá-la
para atender objetivos humanos? Será que ser "separado" é venerar os Santos
Mártires do cristianismo primitivo e moderno, com devoção e respeito? Será
que ser "sectário" é venerar a Mãe de Deus, a "Theotokos", com amor filial, e a
ela prestar as homenagens mais sublimes que o coração humano possa fazer?
Será que ser "sectário" é se preparar antes com orações e jejuns à cada
Eucaristia que se recebe, tamanho é o respeito pelo Corpo e Sangue de Nosso
Senhor Jesus Cristo? Descobri que as devoções aos santos ícones e os "kyrie
eleison" rezados me fizeram não um sectário, mas um cristão ortodoxo, e
assim quero permanecer sendo eternamente. Pedro Filipo Antares - S.P


