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José Fernando Gemin José Fernando Gemin de COMENTÁRIO 1286: É significativa a data em que a Santa Igreja Católica Ortodoxa celebra o Patrono da Sé Apostólica de Constantinopla, Santo André "Primeiro Chamado", que com sua vida testemunhou sua fidelidade à esta vocação através do matírio. E importante também salientar a importância e a função do Patriarca Ecumênico, nosso Pai e Patriarca Bartolomeu I, que cumpre com fidelidade e zêlo apostólico seu papel entre as demais Sés Patriarcais e as Igrejas Autocéfalas. Ele representa para a Ortodoxia o ponto visível da unidade e do diálogo, sem prerrogativas do status "Pontífice", visto que este título cabe apenas à Cristo - A quem Deus constituiu Senhor e cabeça de Sua Igreja. Os apóstolos e seus sucessores são os colaboradores desta obra salvífica, enquanto instituição divina, e contam com a assistência do Espírito Santo que endossa, em tudo, o desejo do Senhor para que todos sejam um. Acompanhando a trajetória do diálogo para a unidade dos cristãos, nota-se que o Ministério Petrino é um ponto sensível; talvez o mais complexo entre outros temas. O cristianismo ocidental católico tem no bispo de Roma sua liderança teocrática, o moderador universal para onde tudo converge. A isso acrescenta-se ainda o tema complexo da "infalibilidade papal", que dá margem à reflexão sobre o papel do Espírito Santo e Sua ação na Igreja. A infalibilidade é atribuida à Deus, e se torna infalível aquele que se deixa conduzir pela Sua sabedoria, de modo que, de nenhum ser humano esta é emanada, porém apenas "emprestada" para que se cumpra uma missão na caridade em favor dos irmãos. Quanto a questão jurídica do Ministério Petrino, supondo que este seja superado como divergência e passe a exercer sua função universal tabém na Ortodoxia, imaginemos por exemplo as nomeações episcopais, que lugar estará reservado para o Patriarca Ecumênico? As questões acerca da Tradição, Doutrina e Teologia já em vigor há séculos, e aquelas conscernentes ao nosso tempo secularizado, que muitas vezes "exige" uma reconsideração para que a Igreja continue a desempenhar sua missão, enquanto não chega aquele derradeiro dia para o qual todos nascemos e morremos. Caríssimos irmãos, elevemos ao Senhor Nosso Deus Misericordioso nossas orações e adoração para que estas considerações e tantas outras, tenham seu desenrolar sob a ação do Espírito Santo, e não apenas através de conjecturas humanas. Que tudo concorra para a unidade e não para a "uniformidade" da Igreja desejada e amada por Deus, que é PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO, Tríade existente desde o princípio incriado e unidos pelos séculos sem fim. escreveu em 3 de dezembro de 2009 at 22:12
É significativa a data em que a Santa Igreja Católica Ortodoxa celebra o Patrono da Sé Apostólica de Constantinopla, Santo André "Primeiro Chamado", que com sua vida testemunhou sua fidelidade à esta vocação através do matírio. E importante também salientar a importância e a função do Patriarca Ecumênico, nosso Pai e Patriarca Bartolomeu I, que cumpre com fidelidade e zêlo apostólico seu papel entre as demais Sés Patriarcais e as Igrejas Autocéfalas. Ele representa para a Ortodoxia o ponto visível da unidade e do diálogo, sem prerrogativas do status "Pontífice", visto que este título cabe apenas à Cristo - A quem Deus constituiu Senhor e cabeça de Sua Igreja. Os apóstolos e seus sucessores são os colaboradores desta obra salvífica, enquanto instituição divina, e contam com a assistência do Espírito Santo que endossa, em tudo, o desejo do Senhor para que todos sejam um. Acompanhando a trajetória do diálogo para a unidade dos cristãos, nota-se que o Ministério Petrino é um ponto sensível; talvez o mais complexo entre outros temas. O cristianismo ocidental católico tem no bispo de Roma sua liderança teocrática, o moderador universal para onde tudo converge. A isso acrescenta-se ainda o tema complexo da "infalibilidade papal", que dámargem à reflexão sobre o papel do Espírito Santo e Sua ação na Igreja. A infalibilidade é atribuida à Deus, e se torna infalível aquele que se deixa conduzir pela Sua sabedoria, de modo que, de nenhum ser humano esta é emanada, porém apenas "emprestada" para que se cumpra uma missão na caridade em favor dos irmãos. Quanto a questão jurídica do Ministério Petrino, supondo que este seja superado como divergência e passe a exercer sua função universal tabém na Ortodoxia, imaginemos por exemplo as nomeações episcopais, que lugar estará reservado para o Patriarca Ecumênico? As questões acerca da Tradição, Doutrina e Teologia já em vigor há séculos, e aquelas conscernentes ao nosso tempo secularizado, que muitas vezes "exige" uma reconsideração para que a Igreja continue a desempenhar sua missão, enquanto não chega aquele derradeiro dia para o qual todos nascemos e morremos. Caríssimos irmãos, elevemos ao Senhor Nosso Deus Misericordioso nossas orações e adoração para que estas considerações e tantas outras, tenham seu desenrolar sob a ação do Espírito Santo, e não apenas através de conjecturas humanas. Que tudo concorra para a unidade e não para a "uniformidade" da Igreja desejada e amada por Deus, que é PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO, Tríade existente desde o princípio incriado e unidos pelos séculos sem fim.
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