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É significativa a data em que a Santa Igreja Católica
Ortodoxa celebra o Patrono da Sé Apostólica de Constantinopla, Santo André
"Primeiro Chamado", que com sua vida testemunhou sua fidelidade à esta
vocação através do matírio. E importante também salientar a importância e a
função do Patriarca Ecumênico, nosso Pai e Patriarca Bartolomeu I, que
cumpre com fidelidade e zêlo apostólico seu papel entre as demais Sés
Patriarcais e as Igrejas Autocéfalas. Ele representa para a Ortodoxia o ponto
visível da unidade e do diálogo, sem prerrogativas do status "Pontífice", visto
que este título cabe apenas à Cristo - A quem Deus constituiu Senhor e cabeça
de Sua Igreja. Os apóstolos e seus sucessores são os colaboradores desta obra
salvífica, enquanto instituição divina, e contam com a assistência do Espírito
Santo que endossa, em tudo, o desejo do Senhor para que todos sejam um.
Acompanhando a trajetória do diálogo para a unidade dos cristãos, nota-se
que o Ministério Petrino é um ponto sensível; talvez o mais complexo entre
outros temas. O cristianismo ocidental católico tem no bispo de Roma sua
liderança teocrática, o moderador universal para onde tudo converge. A isso
acrescenta-se ainda o tema complexo da "infalibilidade papal", que dámargem à reflexão sobre o papel do Espírito Santo e Sua ação na Igreja. A
infalibilidade é atribuida à Deus, e se torna infalível aquele que se deixa
conduzir pela Sua sabedoria, de modo que, de nenhum ser humano esta é
emanada, porém apenas "emprestada" para que se cumpra uma missão na
caridade em favor dos irmãos. Quanto a questão jurídica do Ministério
Petrino, supondo que este seja superado como divergência e passe a exercer
sua função universal tabém na Ortodoxia, imaginemos por exemplo as
nomeações episcopais, que lugar estará reservado para o Patriarca
Ecumênico? As questões acerca da Tradição, Doutrina e Teologia já em vigor
há séculos, e aquelas conscernentes ao nosso tempo secularizado, que muitas
vezes "exige" uma reconsideração para que a Igreja continue a desempenhar
sua missão, enquanto não chega aquele derradeiro dia para o qual todos
nascemos e morremos. Caríssimos irmãos, elevemos ao Senhor Nosso Deus
Misericordioso nossas orações e adoração para que estas considerações e
tantas outras, tenham seu desenrolar sob a ação do Espírito Santo, e não
apenas através de conjecturas humanas. Que tudo concorra para a unidade e
não para a "uniformidade" da Igreja desejada e amada por Deus, que é PAI,
FILHO e ESPÍRITO SANTO, Tríade existente desde o princípio incriado e
unidos pelos séculos sem fim.


