Sacra Arquidiocese de Buenos Aires
e América do Sul

A Arquidiocese Ortodoxa Grega de Buenos Aires e América do Sul, sob a jurisdição espiritual do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, foi erigida em 1996, resultando do desmembramento da Arquidiocese Ortodoxa Grega das Américas (do Norte e do Sul), com sede em Nova Iorque (EUA). Desde 1952, quando foi criada como Diocese, sua sede está em Buenos Aires, na Argentina. 

É importante destacar que sua extensão territorial é notavelmente grande, indo de Quito, no Equador, à Terra do Fogo, na Argentina; de Santiago do Chile até o Rio de Janeiro, no Brasil. Seu território eclesiástico compreende os países da Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Suriname, Guiana, Guiana Francesa e Uruguai.

Síntese Histórica

Antes da criação de uma jurisdição eclesiástica no continente americano haviam numerosas comunidades de cristãos ortodoxos gregos (…)

A Arquidioceses das Américas (Norte e Sul)

A primeira comunidade ortodoxa grega nas Américas foi fundada em 1864, em Nova Orleans, (LA) por uma pequena colônia de comerciantes gregos.

A história registra que, em 26 de junho de 1768, os primeiros colonos gregos chegaram a St. Augustine, Flórida, cidade mais antiga da América. Hoje, a “Avero House”, onde esses colonos prestavam seu culto a Deus, foi completamente restaurada e abriga o Santuário Nacional de São Fócio, dedicado a todos os antepassados que vieram como imigrantes para as costas americanas.

Foi pouco antes da virada do século que a primeira comunidade permanente foi fundada em Nova York, em 1892, atual catedral arquidiocesana da Santíssima Trindade e sede do então arcebispo da América do Norte e do Sul. 

As primeiras paróquias ortodoxas gregas nas Américas estavam sob a jurisdição direta do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, que ao longo dos séculos assumiu as comunidades da diáspora e lhes designou seus sacerdotes.

A Igreja Ortodoxa Grega na América do Sul

Em meados do século XIX, um forte fluxo de imigração trouxe para a América do Sul os primeiros ortodoxos gregos e eslavos, especialmente profissionais navais – marinheiros, que foram recebidos cordialmente, encontrando logo onde aplicar seus conhecimentos especiais da navegação (…)

Alguns anos depois da chegada de gregos e os eslavos, teve início o fluxo de sírios e libaneses, que geralmente se dedicavam em primeira instância ao comércio itinerante em escala modesta.

Esses primeiros imigrantes ortodoxos que chegaram à América do Sul tiveram a necessidade de satisfazer não apenas suas necessidades culturais étnicas, mas também sua fé, espiritualidade e religiosidade.

Esses imigrantes, na primeira etapa de sua peregrinação por esses novos horizontes, constituíram uma pequena comunidade ortodoxa sem qualquer representação eclesiástica.

Naquela época, em toda a América do Sul, os meios para atender às necessidades espirituais dos imigrantes ortodoxos eram praticamente nulos (…)