HOMILIAS

Pelo Arcebispo IOSIF, Metropolitano de Buenos Aires, Primaz e Exarca da América do Sul – Patriarcado Ecumênico.

Se tivéssemos que descrever o termo “apocalipse”, acredito que a perícope do evangelho de hoje seria um dos meios mais apropriados para tanto. Apocalipse: revelação; ou melhor, des-velação. É a ação própria da Divina Providência, pelo que Jesus esclarece aos seus discípulos: «Minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar – consumar – a sua obra».

Apocalipse: des-velação; caem os véus; desconstrói-se o que cobre a Verdade, porque ela ad-vem: às vezes, irrompe intempestivamente; noutras, desliza-se e se expande mansa e imperceptivelmente. É um processo que quando ocorre implica in-minência: “porém, aproxima-se a hora… e já é chegada…”— diz o Mestre tratando de descrever a sim-cronidade de um evento que, enquanto esperado, já está acontecendo. Pareceria que a eternidade se mescla com a cronologia: “já, e ainda não”: e vice-versa.
Quando ouvimos a palavra “apocalipse”, ao menos no imaginário cristão ocidental, identificamos imediatamente o termo com os eventos últimos, e com a disciplina teológica chamada escatologia que tem como objeto sua análise e estudo. Esse automatismo, esse clichê cultural – e porque não também (pseudo-)teológico – deve ser reformado…

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