HOMILIAS

Pelo Arcebispo IOSIF, Metropolitano de Buenos Aires, Primaz e Exarca da América do Sul – Patriarcado Ecumênico.

Hoje a Igreja celebra o milagre da cura do cego de nascença. Se o elemento simbólico da perícope do domingo anterior era a água, agora é a luz – «Enquanto é dia, temos de realizar as obras daquele que me enviou; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo». Jesus faz lama com sua saliva e unge os olhos do enfermo com esta lama, evocando diretamente a ação criadora do homem do relato de Gênesis (2:7). O gesto é necessário, pois através dele Jesus se revela, se dá a conhecer e, nesse processo de revelação, dá-se a re-criação da natureza caída e corrupta.

Quem pecou: ele ou seus pais, para que nascesse cego? A questão é irônica e capciosa ao mesmo tempo, já que é cego de nascença. Evidentemente, não poderia ter ele pecado. No entanto, o Senhor responde: «Nem ele nem seus pais pecaram, mas é para que nele sejam manifestadas as obras – a glória – de Deus». Neste caso, a doença não é uma consequência do fracasso do homem – do chamado pecado – mas de uma situação – negativa, evidentemente – que Deus permite um bem maior. Qual? A revelação de Deus nesta pessoa — e sua consequente salvação — e para que através dele, muitos outros possam crer e serem salvos. A cura-salvação do Cego não é apenas para ele, mas para muitos outros que haverão de crer neste evento, naquele dia e hora…

Clique abaixo para ler a Homilia na íntegra ou baixar o arquivo em pdf.

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