Paraskevi, ou Parasceva de Roma é venerada como mártir cristã do II século e invocada para a cura das doenças dos olhos.

Hagiografia tradicional

Santa Paraskevi (por Michael Damaskenos (séc. XVI.)

Segundo a tradição,  nasceu em uma aldeia próximo à Roma por volta do ano 140 (e. C.), de pais  cristãos. Agathon e Politia eram de origem grega  e  por muitos anos pediram a Deus para lhes conceder gerar um filho. Quando Politia finalmente deu à luz, a menina recebeu o nome de Paraskevi (Παρασκευή), «Sexta-feira» em grego (literalmente, (dia de) «preparação» para o sábado (Mc 15:42), porque ela nasceu durante o dia. Paraskevi cresceu e tornou-se uma piedosa mulher, amante da boa leitura, rejeitando todos os seus muitos pretendentes.

Após a morte de seus pais,  doou todos os seus bens aos necessitados e tornou-se o líder de uma comunidade cristã de jovens virgens e viúvas.  Começou também a pregar a fé cristã e, com idade de 30 anos, deixou Roma e visitou muitas cidades e vilas. Na aldeia de Therapia, na Turquia, foi encarcerada por soldados do imperador Antonino Pio e levada a julgamento. Era acusada de blasfêmia e atribuíam às suas palavras (causa de) todos os males corridos recentemente ao império.

Segundo a tradição, o imperador tentou força-la a renunciar a sua fé, dispondo até mesmo a se casar com ela. Paraskevi recusou, e foi torturada, obrigada a vestir um capacete de aço revestido com pregos. Suportou essa tortura e sua resistência fez com que muitos se convertessem ao cristianismo. O imperador tinha ordenou a execução dos novos convertidos. Paraskevi foi presa e torturada, sendo pendurada pelos cabelos e tendo seus membros queimados com tochas ardentes. Também foi imersa em um grande caldeirão de óleo e alcatrão, mas saiu ilesa. Acusada de usar magia, Paraskevi respondeu jogando o líquido no rosto do imperador que ficou cego. Implorando então por misericórdia, ela lhe disse que só o Deus dos cristãos puderia curá-lo. E assim se deu. Antonino Pio recuperou a visão e pôs fim às perseguições contra os cristãos no império.

Após a morte de Antonino Pio, as leis mudaram mais uma vez sob Marcus Aurelius, e Paraskevi foi novamente detida e presa. Capturada em uma cidade governada por um homem chamado Asclepius, foi por este jogada em um poço com uma grande serpente. A santa fez o sinal da cruz e a cobra era foi partida pela metade. Impressionado com este acontecimento milagroso, Asclepius libertou-a em seguida.

Paraskevi foi presa em outra cidade por um oficial de nome Taracius (Tarasios), que a pôs em um grande caldeirão de óleo e alcatrão, mas ela saiu ilesa, e novamente muitos se tornaram cristãos. Foi então amarrado, espancada e, sobre seu peito uma grande pedra foi colocada. No dia seguinte,  foi levada a um templo dedicado a Apolo. Sem queixas, assim o fez, chegando mesmo a elogiar Taracius  por suas táticas. No entanto, Paraskevi fez o sinal da cruz e os ídolos do templo vieram abaixo. Os sacerdotes, não podendo vencê-la, ordenaram que fosse retirada do templo e exigiram que Taracius ordenasse sua execução. O santa foi então decapitada fora da cidade.

 
 

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