Nasceu na África e morreu em Canterbury (Cantuária), em 710. Enquanto era abade num mosteiro próximo de Monte Cassino, Adriano foi duas vezes convidado pelo papa São Vitalino a ocupar o arcebispado de Canterbury. Declinou a oferta nas duas ocasiões; na segunda vez, no entanto, sugeriu o nome do monge grego Teodoro (Teodoro de Cantuária) para ocupar o cargo. O papa concordou, mas impôs como condição que Adriano acompanhasse o novo arcebispo à Inglaterra. Partiram ambos em 668, mas chegaram a Canterbury separados, depois de longos atrasos pelo caminho. Na Inglaterra, Adriano ficou instalado na abadia de São Pedro e São Paulo (depois abadia de Santo Agostinho). Possuía profundos conhecimentos sobre a Bíblia, era administrador experiente e um erudito em grego e latim. Sob sua direção, a escola monástica de Canterbury passou a exercer profunda e ampla influência. Na escola, a par das disciplinas religiosas, eram ensinados astronomia, poesia e cálculo de calendário. São Beda afirma que alguns alunos sabiam latim e grego tão bem quanto inglês. Adriano auxiliou o seu arcebispo em várias tarefas pastorais e não há dúvida de que o florescimento da Igreja inglesa no tempo de Teodoro deve muito a ele. Santo Adriano foi enterrado na igreja de seu mosteiro.

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