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Apolitíkion (Modo 4º)

Ὡς τῶν Ἀποστόλων Πρωτόκλητος,
καὶ τοῦ Κορυφαίου αὐτάδελφος,
τὸν Δεσπότην τῶν ὅλων Ἀνδρέα ἱκέτευε,
εἰρήνην τὴ οἰκουμένη δωρήσασθαι,
καὶ ταὶς ψυχαὶς ἡ μῶν τὸ μέγα ἔλεος.

Ó glorioso santo André,
primeiro chamado dentre os apóstolos,
como irmão de Pedro, o Corifeu,
implora ao Senhor a paz ao mundo
e às nossas almas, a grande misericórdia.


André era irmão do Apóstolo Pedro. Eram ambos filhos de Jonas e pescadores no mar de Tiberíades. Naturais de Betesda, uma cidadezinha situada às margens do Lago de Genezaré (Mar de Tiberíades). «André» é um nome grego, e lhe foi dado porque este era um costume  entre os hebreus. Ficou conhecido por «Protóklitos», (primeiro chamado) pois foi o primeiro a ser chamado pelo SENHOR para formar o grupo dos 12 apóstolos. Iniciou suas viagens apostólicas logo após o Pentecostes, pregando no Mar Negro, depois na Frigia, na Misia e na Bytinia. Posteriormente voltou ao Mar Negro escapando da morte. Seguiu depois para Esquitia (Sul da Rússia) seguindo para Tracia. Em Argirúpolis, (atualmente, um dos bairros de Constantinopla) fundou uma Igreja e ordenou como primeiro bispo de Bizancio um dos 70 discípulos, chamado Estaquis. Foi em seguida para Tessalia e, por último, para Acaia. Em Patras, foi preso e condenado a crucifixão numa cruz em forma de X. Seu corpo foi sepultado com muita veneração e honra. No ano 357, por ordem do imperador Constancio, suas relíquias foram trasladadas para Constantinopla e depositadas na Igreja dos Santos Apóstolos. Mais tarde, por obra dos Cruzados, suas relíquias passaram por diferentes lugares. Um fragmento delas foi levado para a Escócia e, desde então, é considerado como o santo Patrono daquele país. A letra X de cor branca, na bandeira da Escócia, e que também está presente na bandeira do Reino Unido, representa a cruz de Santo André. Desde o ano 1964, seu precioso crânio se encontra  guardado na cidade grega de Patras, no interior da majestosa Igreja Catedral de Santo André.

Tradução e publicação neste site
com permissão de:
Ortodoxia.org
Trad.: Pe. André

Santo André imita a Cristo até na morte

Uma tradição […] narra a morte de André em Patras, onde também ele sofreu o suplício da crucifixão. Mas, naquele momento supremo, de modo análogo ao de seu irmão Pedro, pediu para ser posto numa cruz diferente da de Jesus. No seu caso, tratou-se de uma cruz decussada, isto é, cruzada transversalmente, que por isso foi chamada «cruz de Santo André».

Eis o que o Apóstolo disse naquela ocasião, segundo uma antiga narração […]: «Salve, ó cruz, inaugurada por meio do corpo de Cristo, que se tornou adorno dos seus membros, como se fossem pérolas preciosas. Antes que o Senhor fosse elevado sobre ti, tu incutias um temor terreno. Agora, ao contrário, dotada de um amor celeste, és recebida como um dom. Os crentes sabem, a teu respeito, quanta alegria possuis, quantos dons tens preparados. Portanto, certo e cheio de alegria venho a ti, para que também tu me recebas exultante como discípulo daquele que em ti foi suspenso […]. Ó cruz bem-aventurada, que recebeste a majestade e a beleza dos membros do Senhor! […] Toma-me e leva-me para longe dos homens e entrega-me ao meu Mestre, para que por teu intermédio me receba quem por ti me redimiu. Salve, ó cruz; sim, salve verdadeiramente!»

Como se vê, há aqui uma profundíssima espiritualidade cristã, que vê na cruz não tanto um instrumento de tortura como, ao contrário, o meio incomparável de uma plena assimilação ao Redentor, ao grão de trigo que caiu na terra. Devemos aprender com isto uma lição muito importante: as nossas cruzes adquirem valor se forem consideradas e aceites como parte da cruz de Cristo, se refletirem a sua luz. Só naquela cruz são também os nossos sofrimentos nobilitados e adquirem o seu verdadeiro sentido.


Bento XVI (papa de Roma – 2005 a 2013
Audiência geral de 14/06/06


Ver Suplemento Litúrgico para esta festa aqui.

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