São Justino foi um dos maiores mestres e filósofos da Igreja. Nasceu por volta do ano 100, em Sijem, Samaria. Seus pais eram gregos idólatras e impuzeram esta mesma prática religiosa ao filho, que foi distinguido pela sua inteligência incrível. Seu espírito inquieto o levou a conhecer todas as filosofias de sua época sem que, no entanto, preenchessem suas expectativas. E prosseguiu então na sua busca da perfeição. Deus, conhecendo sua reta intenção e sua sincera busca filosófica das coisas divinas, um dia o atendeu. Estando Justino a caminhar próximo do mar, conheceu um certo ancião, excelente conhecedor das Escrituras Sagradas. Teve início, então, um extenso diálogo no qual a Palavra de Deus foi semeada em seu coração. Justino, refletindo sobre as palavras do ancião, descobriu a verdade e, com os dons que possuía, não só se converteu ao cristianismo, como foi um de seus grandes defensores, dando mesmo a sua vida por ele. São Justino foi martirizado em Roma, morrendo decapitado por volta do ano 165 por ordem de Marco Aurélio.

Tradução e publicação neste site
com autorização de
Ortodoxia.org
Trad.: Pe. Andre

II

Nasceu em 103, na cidade de Siquém, na Palestina. Espírito inquieto, São Justino incursionou pelas escolas estóica, pitagórica, aristotélica … No platonismo julgou ter encontrado a resposta para suas inquietações intelectuais e espirituais. Segundo ele próprio relata, logo percebeu que o platonismo não satisfazia inteiramente a sua busca metafísica e transcendental. Um velho sábio de Cesaréia convenceu-o de que residia no cristianismo a verdade absoluta; a verdade capaz de satisfazer o espírito humano mais exigente. Este encontro marcou a sua conversão, aos 30 anos de idade. A partir daí, tornou-se um dos mais famosos apologistas do século II. Escreveu três “apologias”, justificando a fé cristã e contra as calúnias dos adversários oferecendo-nos uma síntese doutrinal. Das suas numerosas obras, a mais célebre é o “Diálogo com Trifão”. Os seus escritos oferecem-nos ricas informações sobre ritos e administração dos sacramentos na Igreja primitiva. Descontentes pelo seu bom desempenho apologético, Crescêncio e Trifão denunciaram-no como cristão. Condenado à morte, foi decapitado juntamente com outros companheiros, durante a perseguição de Marco Aurélio, imperador romano.

 

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