Galacião e Episteme viveram no século III. Os pais de Galacião, Clitofon e Leucipa, viviam em Emessa, na Síria. Durante muito tempo sofreram por não terem filhos. Leucipa, numa certa ocasião, prestou amavelmente auxílio a um eremita cristão de nome Onofre, protegendo-o de seus perseguidores e foi recompensada com a graça da fé. Deus atendeu suas preces concedendo-lhe que ficasse grávida, o que fez com que Clitofon também aderisse à fé. Tendo nascido o filho, perceberam que sua tez era branca como a neve e, por isso, deram-lhe o nome de Galacião (ou Galakteão). Com o passar do tempo Galacião se tornou um belo jovem, destacado por seus dons. Com as bênçãos de seu pai, casou-se com uma pagã chamada Episteme (ciência ou conhecimento). Depois de casado, Galacião disse a sua esposa que gostaria de viver castamente com ela. A jovem esposa, a quem pareceu muito estranha e desconfortável tal proposta, tentou de todos os modos dissuadi-lo, sem êxito. Galacião expôs então os mistérios da fé, e Episteme concordou em receber o batismo de suas mãos. Depois, venderam todos os seus bens, repartiram o dinheiro com os pobres e Galacião se retirou para um eremitério em Publião, no deserto do Sinai. Episteme ingressou numa comunidade de virgens consagradas. Três anos mais tarde Galacião foi detido e levado diante do magistrado de Edessa. Tomando conhecimento do fato, Episteme decidiu entregar-se para estar ao lado de seu esposo no sofrimento. Os guardas lhe arrancaram suas vestes para com isso causar-lhe vergonha. Neste instante, porém, os cinqüenta e três oficiais que estavam presentes, ficaram cegos. O santo casal foi cruelmente torturado com golpes brutais, depois, lhes arrancaram a língua, lhes cortaram os pés e, finalmente, foram mortos por decapitação.

Tradução e publicação neste site
com permissão de
Ortodoxia.org
Trad.: Pe. André

 

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