Santa Nonna nasceu no final do terceiro século no seio de uma família cristã. Seus pais, Philotatos e Gorgônia, educaram-na, desde cedo, na fé cristã. Era uma das tias de Santo Amphylokhios, Bispo de Iconium (23/11). Jovem, casou-se com Gregório, um rico proprietário de terras e governador da região de Nazianzo da Capadócia, na Ásia Menor, membro dos Hypsistarianos, uma seita pagã judaica que prestava culto, entre outros ídolos, ao fogo. Nonna teve uma filha de nome Gorgônia, e dois filhos, Gregório e César. Pedia insistentemente a Deus em suas fervorosas orações que concedesse a graça da conversão à verdadeira fé ao seu marido. O Senhor ouviu e atendeu suas preces: Gregório começou a crer em Cristo, fazendo-se batizar e, seguindo depois para Nicéia, no Primeiro Concílio ecumênico, comunicou publicamente a sua conversão. Como cristão, entregou-se por completo ao serviço da Igreja. Por volta do ano 325 foi consagrado presbítero e, mais tarde, bispo da cidade de Nazianzo da Capadócia. Nonna, nesse época, também foi ordenada diaconisa, dedicando-se de todo o coração às obras de caridade. No ano 359, o filho de Nonna, Gregório, tendo completado os seus estudos, voltou para sua terra natal e foi batizado pelo seu próprio pai. Foi também o pai quem, dois anos depois, o ordenou sacerdote. Este jovem veio a ser tornar, mais tarde, Patriarca de Constantinopla, um dos mais perspicazes e profundos escritores religiosos. Por esta sua qualidade, foi honrado com o título de «O Teólogo» (†25 Jan. 389). Nos últimos anos de sua vida, Santa Nonna dedicou-se integralmente à Igreja.

Santa Nonna é um perfeito modelo de mãe cristã que não se satisfaz em apenas trazer seus filhos ao mundo, mas prepará-los para viver nele. Ela desejava que todos eles fossem para o paraíso. Seu filho Gregório escreveu a seu respeito:

Meu pai era de verdade um segundo Abraão e era um homem de grandes virtudes… mas minha mãe era companheira ideal para um homem desses e suas qualidades eram tão grandes como as dele. Ela veio de uma família piedosa mas ficou mais piedosa que todos eles. Embora seu corpo fosse de mulher seu  espírito era acima de todos os homens… Sua boca conhecia nada além da verdade, mas em sua modéstia, ela era silenciosa a respeito das virtudes e dons que trouxeram a sua glória. Ela não foi guiada pelo medo de Deus mas seu pelo amor a Deus».

Sua morte se deu no dia 5 de Agosto do ano 374.  As virtudes que coroaram a vida desta santa são também atestadas pelo fato de cinco dos membros de sua família (incluindo ela mesma) terem sido canonizados pela Igreja.

Tradução e publicação neste site
com permissão de
Ortodoxia.org
Trad.: pe. André

 

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