Portal Ecclesia
A Igreja Ortodoxa Atualizações e notícias Seleção de textos Subsidios homiléticos para Domingos e Grandes Festas Calendário litúrgico bizantino Galeria de Fotos Seleção de ícones bizantinos Clique aqui para enviar-nos seu pedido de oração Links relacionados Clique para deixar sua mensagem em nosso livro de visitas Contate-nos
 
 
Loading
Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 4 de Fevereiro de 2018:

«Domingo do Filho Pródigo»

(17° do Evangelho de Lucas)

(9° antes da Páscoa - Modo 2)

Memória Santo Isidoro de Pelúsio, monge (†c. 449).

Matinas:

[Mc 16: 1-8]

Evangelho

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo São Marcos.

aquele tempo, passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol. E diziam umas às outras: Quemnos revolverá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida, branca; e ficaram espantadas. Ele, porém, disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse. E, saindo elas apressadamente, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e assombro; e nada diziam a ninguém porque temiam.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (Modo 2)

Quando desceste à morte, ó Vida imortal, 
aniquilaste os infernos pelo esplendor de tua divindade; 
e, quando ressuscitaste os mortos das profundezas da terra, 
todas as Potências Celestes exclamaram: 
ó Cristo, nosso Deus, ó Autor da vida, glória a Ti!

Kondakion Próprio (Modo 3)

Quando abandonei com insensatez a glória paterna,
eu desperdicei no mal a fortuna que me deste.
Por isso, eu te clamo como o filho pródigo:
«Pequei contra Ti, ó Pai Misericordioso!
Recebe-me arrependido e faze-me um de teus servos!»

Prokimenon (Modo 2)

O Senhor é a minha força e o meu louvor
e tornou-se a minha salvação.

O Senhor castigou-me duramente,
mas, à morte, não me entregou.

Epístola

[1Cor 6: 12-20]

Primeira Epístola do Santo apóstolo Paulo aos Coríntios.

rmãos, tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos: Deus destruirá tanto aqueles como este. O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo: Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder. Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum! Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gn 2,24). Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

O Senhor te ouça no dia da tribulação;
te proteja o nome do Deus de Jacó!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Salva, Senhor, o teu povo
e abençoa a tua herança!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[Lc 15: 11-32]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, Jesus contou esta parábola: «Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, me dá a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu, e partiu para um lugar distante. E aí esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome nessa região, e ele começou a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para a roça, cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a lavagem que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam. Então, caindo em si, disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome... Vou me levantar, e vou encontrar meu pai, e dizer a ele: - Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço que me chamem teu filho. Trata-me como um dos teus empregados’. Então se levantou, e foi ao encontro do pai. Quando ainda estava longe, o pai o avistou, e teve compaixão. Saiu correndo, o abraçou, e o cobriu de beijos. Então o filho disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço que me chamem teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Depressa, tragam a melhor túnica para vestir meu filho. E coloquem um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Peguem o novilho gordo e o matem. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto, e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’. E começaram a festa. O filho mais velho estava na roça. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados, e perguntou o que estava acontecendo. O criado respondeu: ‘É seu irmão que voltou. E seu pai, porque o recuperou são e salvo, matou o novilho gordo’. Então, o irmão ficou com raiva, e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Mas ele respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua; e nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que devorou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho gordo!’ Então o pai lhe disse: ‘Filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu. Mas, era preciso festejar e nos alegrar, porque esse seu irmão estava morto, e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.»


a parábola do Filho Pródigo, o Senhor revela, de maneira forte e eloqüente, o perdão e a misericórdia de Deus, contextualizando personagens tão próximos em uma situação fácil de ser compreendida; por isso esta parábola é uma das mais conhecidas e meditadas pelos cristãos. Com muita freqüência é o texto mais lido no tempo da Grande Quaresma da Igreja.

A parábola mostra a imensa misericórdia de Deus para com o homem pecador, mas também as disposições do pecador para encontrar a misericórdia. Deus é misericórdia, mas não invade a liberdade de seus filhos.

A misericórdia Divina é diferente da do homem.

«Os homens exercem a misericórdia na medida que podem. Em troca recebem-na de Deus de maneira copiosa. Pois não há comparação entre a misericórdia humana e divina. Entre elas há uma grande distância.»

(S. João Crisóstomo)

Jesus dá inicio a uma reveladora face do Pai que está pronto a perdoar. João Batista, preparava o povo insistindo que houvesse o arrependimento e a conversão, pois haveria um terrível juízo sobre a terra. No entanto, Jesus veio «não para condenar o mundo, mas para salvá-lo» e «veio não para os justos mas para os pecadores.» (Jo 12,47)

Os destinatários desta misericórdia são os pobres, os estrangeiros, os miseráveis e os repudiados pela sociedade, aqueles que eram tidos como os mais pecadores entre os filhos de Israel. Para Jesus, o filho pródigo está sempre sendo esperado para ser acolhido. Deus espera-nos como o pai da parábola, estendendo para nós os braços. Mas é necessário que lhe abramos o coração, que tenhamos saudades do lar paterno, que nos maravilhemos e nos alegremos perante o dom que nos fez seus filhos. É preciso que nos deixemos, aconchegar pelo abraço misericordioso do Pai.

«Não podemos conhecer a Deus segundo sua grandeza, mas podemos conhece-Lo segundo seu amor e sua misericórdia. O amor é identificado pela gratuita filiação e a misericórdia revela-se pelo ininterrupto perdão que nos é oferecido a cada queda.»

(Santo Irineu)

A vida humana é um constante voltar à casa do nosso Pai, pois somos pecadores e necessitamos deste retorno. «Levantar-me-ei e irei ter com meu pai... E lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.» (Lc 15,18)

Quando tomamos a decisão de retornar a casa do Pai, movidos pelo arrependimento, damos o primeiro passo para alcançar o perdão que nos é oferecido. A certeza deste perdão, só a teremos quando já estivermos dentro dos limites territoriais da casa. O perdão sacramental, que é a certeza absoluta do perdão divino, é dado quando já estivermos com nossos pés em solo familiar, isto é, na comunidade eclesial.

«Senhor misericordioso,
recebe a confissão do teu servo
e não leves em consideração os seus pecados,
mas o arrependimento e a contrição de seu coração
absolve suas culpas e apaga suas iniqüidades,
pois, Tu disseste, ó Senhor:
«não desejo a morte do pecador,
mas que se converta e viva»;
e, também: que os pecados devem ser perdoados
até setenta vezes sete.
Tu, de majestade incomparável e misericórdia infinita,
se te fixares em cada transgressão à tua Lei,
quem poderia subsistir?
Pois, Tu és o Deus dos que se arrependem
e nós te glorificamos, Pai , Filho e Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.»

(Oração do rito bizantino da Penitência).

A revelação que Jesus nos trouxe, mostrando um Pai que perdoa, tem sua continuidade na Igreja, através do sacramento da Reconciliação. «Tudo quanto ligares na terra será ligado no céu.»

O perdão divino continua a ser exercido na Igreja por iniciativa e vontade de Deus e pelo poder que lhe deu o próprio Cristo.

«A Igreja, corpo místico do Ressuscitado, abraça todos os filhos pródigos que voltam à casa paterna, oferecendo-lhes a roupa nova da reconciliação, o anel da filiação e a dignidade de sentar-se à mesa do Cordeiro.»

(S. Agostinho de Hipona)

Participando das riquezas da casa paterna, mas desejando uma completa independência, o mais novo dos filhos achou melhor dirigir sua própria vida, apossando-se do dinheiro que lhe pertencia, gastando com festas, amizades e alegrias vãs. O pecado do filho mais novo, não foi sair de casa, nem tomar a herança que legalmente era sua. O erro consistiu em gastar a sua herança, desfrutando de prazeres mundanos, desprezando sua família, pois achava que ela não tinha mais nada a lhe oferecer. Ele queria ser seu próprio senhor e se transformou em escravo. Ele desejava a liberdade e se transformou em prisioneiro das paixões mundanas. Quando o homem se deixa iludir pelas tentações, toma decisões equivocadas, pois seu coração se enche de orgulho e vaidade.

A permanência do filho mais velho na casa de seu pai, no entanto, não lhe dava garantia de que seu coração fosse bom. Não bastou permanecer na casa do Pai para ser digno de participar do Banquete; era preciso saber perdoar. Não bastou nada ter feito de reprovável; era necessário esperar e desejar a volta daqueles que se afastaram. A Igreja não é a Comunidade daqueles que não erram, dos que não caem. Ela é a casa dos pecadores que se reconciliam com o Pai. È a casa daqueles que sentem imensa alegria em acolher os que retornam à convivência dos irmãos.

«Alegrai-vos comigo,
pois teu irmão estava morto e reviveu;
estava perdido e foi achado.»

(Lc 15,32)

A alegria é uma característica do cristão, uma vez que nossa fé está alicerçada na Ressurreição de Jesus. Esta alegria é sinônimo de júbilo quando vemos que um irmão se reconcilia com o outro e quando nos reconciliamos com Deus, através do sincero arrependimento, pela sacramento da Confissão.

Sabemos o quanto este Sacramento, nos dias atuais, não é devidamente procurado por nós cristãos. A Igreja Bizantina empenha-se, principalmente neste tempo de preparação para a Páscoa, em proclamar o valor e a eficácia do sacramento da Reconciliação na vida dos fiéis. "É um verdadeiro tesouro da Igreja", diz-nos São João Damasceno. Tesouro este que deve ser redescoberto.

O segundo domingo do «Triodion Quaresmal» nos relembra a face misericordiosa de Deus e da necessidade de nosso arrependimento para que possamos ser merecedores desta Divina Misericórdia. Que saibamos, então, «trilhar os caminhos que nos levarão a alegria que nos reconciliar com Deus, por meio de orações e súplicas, pois Ele já está a caminho com seus braços abertos para nos acolher em seu divino coração.» (Santo Atanásio)


Fontes de Consulta:

GOMES, C. Folch, «Antologia dos Santos Padres». São Paulo: Ed. Paulinas. (3ª Ed.)
SCHOKEL, Luis Alonso «Bíblia do Peregrino - Novo Testamento». São Paulo: Ed. Paulus, 2000.

Homilia de S. E. R. Dom Siluan,
Arcebispo Ortodoxo Antioquino de Buenos Aires
e toda a Argentina

A alegria do retorno

«Eu vou me levantar e ir ao meu pai e dizer-lhe:
eu pequei contra o céu e contra você»

A Parábola do Filho Pródigo representa, na realidade, a história de cada um de nós: nossa aventura fora da casa paterna (por nossa ingratidão e infidelidade em nossa comunhão com Deus) e nosso retorno a ela, iniciando assim o caminho do nosso arrependimento. Nesse sentido, a parábola indica os vários estágios da queda e do arrependimento do filho pródigo, o que nos ajudará ao guiar-nos em nosso intento e esforço em retornar à casa de nosso Pai.

«Pai, dê-me a parte da propriedade que me cabe»: este filho alega arbitrariamente que tem direito a pedir a herança a priori, e que seu pai tem a obrigação de concedê-la. Sua reivindicação já indica a distância que tomou na relação com o seu pai. Acaso, não é essa a atitude da maioria dos adolescentes dos nossos dias?

«Ele partiu para uma terra distante»: deixou a casa de seu pai para se tornar independente. Já não tolerava a proximidade de seu pai. Talvez considerasse, como muitos outros, que a autoridade paterna fosse excessivamente tirânica.

«Começou a sentir necessidades»: o exercício arbitrário de sua liberdade levou-o a dissipar «toda a sua fazenda vivendo dissolutamente». O filho mais velho afirma que seu irmão «consumiu sua fortuna com prostitutas». Foi assim que perdeu absolutamente tudo e a fome fez-se sentir. Procurou trabalho e aceitou apascentar os porcos. Os porcos são considerados impuros, o que sugere que ele vivia no pecado.

«Caindo em si»: a pobreza e a fome levaram-no a tomar consciência de sua miserável situação. Agora, a atração que a riqueza, os prazeres e a devassidão exerciam sobre ele se dissiparam. É hora do auto-exame de consciência. Meditando sua atual miséria e solidão, recordando como vivia quando morava na casa de seu pai, lembrou-se dos bens anteriores e voltou a dar valor ao que inicialmente desprezava. O amor do pai exercia um poder magnético que atraiu o coração do filho pródigo. A recordação da pureza anterior era mais forte que a mancha atual. Por isso, o jovem suspirou: «Quantos empregados de meu pai tem pão em abundância, e eu aqui, morrendo de fome!»

«Levantando-se, ele dirigiu-se ao pai» : o filho pródigo tomou sua decisão; a hora de Deus já soou. Ele se libertou da atração do que estava fora da casa de seu pai. Ele se levantou da escravidão ao pecado, isto é, arrepender-se, e começou o caminho de volta para confessar o pecado dele ao pai. Somente aquele remorso e consciência não são suficientes; O arrependimento precisa de reconciliação: pedindo o perdão essencial daqueles que sofreram ferimentos.

 

el hijo pródigo tomó su decisión; ya sonó la hora de Dios. Se liberó de la atracción que ejercía sobre él lo que estaba fuera de la casa paterna. Se levantó de la servidumbre al pecado, eso es arrepentirse, y empezó el camino de regreso para confesarle su pecado a su padre. Sólo que el remordimiento y la conciencia no son suficientes; el arrepentimiento necesita la reconciliación: pedir perdón imprescindiblemente a quien se ha lastimado.

"Pai, eu pequei contra o céu e contra você; Não sou mais digno de ser chamado de seu filho " : ele confessou o pecado de ter deixado a casa de seu pai. Não há perdão sem confissão, sem admitir que ele queria o mal e, conseqüentemente, ele pecou. Por ter prejudicado o amor do pai, ele sentiu que ele negou a dignidade filial. Agora ele não tem pretensão; ele pede para ser como um dos servidores.

"Em breve, traga a roupinha mais rica e a veste, coloque um anel em sua mão e sandálias em seus pés e traga um bezerro muito engordado e mate-a, e coma e fique feliz" : o amor do pai é concretado em uma série de ações cujo simbolismo nos diz com qual honra ele recebeu seu filho: pela vestimenta, ele restaurou seu filho para a primeira dignidade: "Todos os que foram batizados em Cristo, você se vestiu com Cristo" (Gálatas 3:27); pelo anel, ele lhe deu a faculdade e dirigiu a autoridade sobre todos os seus bens; pelas sandalias ele afirmou que este homem não é um servo, mas um homem livre. O auge deste amor foi revelado no banquete oferecido em homenagem a seu filho, matando o bezerro gordo. O retorno do filho arrependido culmina com alegria indescritível.

"Este é o meu filho que morreu, ele voltou à vida; estava perdido e foi encontrado " : o pai mostra sua alegria ao retorno de seu filho e anuncia publicamente a sua restituição à dignidade filial, com honras e poder correspondentes.

A leitura desta parábola é notoriamente clara ao me dar a entender que eu sou o filho pródigo. Isso implica que devo ver a mancha que tenho sobre mim, a realidade de que eu sou um pecador e que vivo com porcos. Por que eu deixei a casa do meu pai, minha Igreja, como esse filho pródigo? Quantas vezes eu machuquei a honra de Deus, enquanto eu tenho Sua graça e carrego Seu nome de cristão?

A parábola completa aponta para a misericórdia de Deus para o arrependido, indica o caminho de volta através do arrependimento, da confissão e da reconciliação e assegura a restauração da dignidade e participação original da festa da Ceia do Senhor, do Cordeiro de Deus que carrega os pecados do mundo.

Esperemos que aproveitemos a grande Quaresma que está prestes a acabar por cortar o pecado, viver em nossa Igreja o nosso arrependimento e a nossa reconciliação com Deus e assim preservar a nossa dignidade filial. A alegria, então, unirá todos os arrependidos com o Pai. Amém.

************************
“Padre, he pecado contra el cielo y contra ti; ya no soy digno de ser llamado hijo tuyo”: confesó el pecado de haber dejado la casa paterna. No hay perdón sin confesión, sin admitir que él quiso el mal y, en consecuencia, pecó. Por haber lastimado al amor del padre, sintió que ha negado la dignidad filial. Ahora él no tiene ninguna pretensión; él pide ser cómo uno de los servidores.

“Pronto, traed la túnica más rica y vestídsela, poned un anillo en su mano y unas sandalias en sus pies, y traed un becerro bien cebado y matadle, y comamos y alegrémonos”: el amor del padre se concreta en una serie de acciones cuyo simbolismo nos indica con qué honor recibió a su hijo: por la vestidura restituyó su hijo a la dignidad primera: “Cuantos en Cristo habéis sido bautizados, os habéis revestido de Cristo” (Gal 3:27); por el anillo, le dio la facultad y la autoridad de manejo sobre todos sus bienes; por las sandalias afirmó que este hombre no es un siervo sino un hombre libre. El colmo de este amor se reveló en el banquete ofrecido en honor de su hijo, matando al becerro cebado. El regreso del hijo arrepentido culmina con una alegría indescriptible.

“Este es mi hijo que había muerto, ha vuelto a la vida; se había perdido, y ha sido hallado”: el padre muestra su júbilo por el regreso de su hijo y anuncia públicamente su restitución a la dignidad filial, con los honores y el poder correspondientes.

La lectura de esta parábola es notoriamente clara al darme a entender que yo soy el hijo pródigo. Esto implica que he de ver la mancha que tengo en mí, la realidad que soy pecador y que vivo con los puercos. ¿Por qué he abandonado la casa paterna, a mi Iglesia, como este hijo pródigo? ¿Cuántas veces lastimo el honor de Dios, mientras que tengo su gracia y llevo su nombre de cristiano?

Toda la parábola señala la misericordia de Dios hacia los arrepentidos, indica el camino de regreso a través del arrepentimiento, la confesión y la reconciliación, y asegura la restauración de la dignidad original y la participación del banquete de la cena del Señor, del Cordero de Dios quien lleva los pecados del mundo.

Ojala aprovechemos de la gran cuaresma que va a amanecer para cortar con el pecado definitivamente, vivir en nuestra Iglesia nuestro arrepentimiento y nuestra reconciliación con Dios y preservar así nuestra dignidad filial. La alegría, pues, unirá a todos los arrepentidos con su Padre. Amén.

Voltar à página anterior Topo da página  
NEWSIgreja Ortodoxa • Patriarcado Ecumênico • ArquidioceseBiblioteca • Sinaxe • Calendário Litúrgico
Galeria de Fotos
• IconostaseLinks • Canto Bizantino • Synaxarion • Sophia • Oratório • Livro de Visitas