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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  Domingo, 13 de janeiro de 2019:
 
 
 

Domingo após a Epifania de Nosso Senhor,
Deus e Salvador Jesus Cristo

(33º depois de Pentecostes - Modo 4 Pl.)

Memória dos Santos Hermilos e Estratonicos,
mártires de Belgrado († c. 310).

Matinas

Evangelho

[Jo 21: 14-25]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

aquele tempo, era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressurgido dentre os mortos. Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu- lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos. Tornou a perguntar-lhe: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Pastoreia as minhas ovelhas. Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas- me? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queres. Ora, isto ele disse, significando com que morte havia Pedro de glorificar a Deus. E, havendo dito isto, ordenou-lhe: Segue-me. E Pedro, virando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, o mesmo que na ceia se recostara sobre o peito de Jesus e perguntara: Senhor, quem é o que te trai? Ora, vendo Pedro a este, perguntou a Jesus: Senhor, e deste que será? Respondeu-lhe Jesus: Se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não disse que não morreria, mas: se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. E ainda muitas outras coisas há que Jesus fez; as quais, se fossem escritas uma por uma, creio que nem ainda no mundo inteiro caberiam os livros que se escrevessem.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição

Ouvindo do Anjo o alegre anúncio da Ressurreição,
que da antiga condenação nos libertou,
as discípulas do Senhor,
disseram envaidecidas aos apóstolos:
«A morte foi vencida, o Cristo Deus ressuscitou,
revelando ao mundo a grande misericórdia!»

Apolitikion da Festa

Batizando-te no Rio Jordão, ó Senhor, manifestou-se a adoração à Trindade.
A voz do Pai, porém, testemunhou, chamando-Te «Filho amado»,
e o Espírito Santo, aparecendo em forma de pomba, confirmou a exatidão desta palavra.
Ó Cristo Deus que vieste e iluminaste o mundo, Senhor, glória a Ti!

Kondakion da Festa (Modo 4)

Salva, Senhor, o teu povo e abençoa a tua herança!
A ti Senhor, eu clamo,
Deus meu, presta ouvidos aos meus rogos

Prokimenon

Tu és bendito Senhor, Deus de nossos pais
e teu nome é louvado e glorificado pelos séculos.

Pois és justo em todas as coisas que nos fizeste
tuas obras são verdadeiras e retos os teus caminhos..

Epístola

[Ef 4: 7-13]

Epístola do Apóstolo São Paulo aos EFÉSIOS.

rmãos, a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens. Ora, isto-ele subiu-que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas. E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.

Aleluia

Cinge a tua espada, com majestade e esplendor,
cavalga vitorioso, pela causa da verdade e da justiça.

Amaste a justiça e detestaste a iniqüidade,
por isso Deus te ungiu com o óleo da alegria.

Evangelho

[Mt 4: 12-17]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateu.

aquele tempo, quando soube que João tinha sido preso, Jesus retirou-se para a Galiléia. Deixou Nazaré, e foi morar em Cafarnaúm, às margens do mar da Galiléia, no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: «Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região além do Jordão, Galiléia entregue às nações pagãs! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e uma luz brilhou para os que viviam na região sombria da morte.» Daí em diante, Jesus começou a anunciar: «Convertei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo».

 

Kinonikon (Modo 2 Plagal)

Manifestou-se a Graça de Deus que a todos salva!
Aleluia, aleluia, aleluia!

OBS.:

  • Na Bênção Final acrescenta: Que aquele que quis ser batizado por João, no Jordão, para nossa salvação, o Cristo... ;
  • Encerramento da Festa no dia 14.

A Teofania de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo

ão Paulo escreve à Comunidade de Éfeso, instruindo-a que a Igreja se edifica pela variedade dos dons e pela participação de cada fiel na vitalidade do único Corpo de Cristo. Tais dons são recebidos no Batismo e colocados ao serviço de toda a Igreja. Põe em relevo a origem única e generosa do dom concedido a cada um. É uma afirmação da fé em Cristo, Principio e Fim de tudo.

A Fonte dos dons eclesiais é o Cristo Glorioso, O que está sentado à direita do Pai. Esclarece depois a função e o objetivo dos dons que se concretizam nos ministérios. O objetivo essencial das diversas funções é favorecer o Corpo de Cristo na Unidade e na Caridade.

No Domingo após a Epifania do Senhor, tendo celebrado o seu santo Batismo, o evangelista Mateus nos narra os episódios que sucederam o período de quarenta dias no deserto:

«Em seguida o Espírito impeliu Jesus para o deserto. Jesus ficou no deserto durante quarenta dias, e ai era tentado por Satanás. Jesus vivia entre os animais selvagens e os anjos O serviam» (Mc 1, 12-13).

O Senhor, após seu Batismo no Rio Jordão, é guiado pelo Espírito ao deserto e lá confronta-se com as provações. Jesus venceu todas as tentações.

O início de sua pregação aconteceu após a prisão de João, o Precursor, daquele que veio preparar sua vinda.

«Depois que João Batista foi preso, Jesus voltou para a Galiléia, pregando a Boa Notícia de Deus: 'O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo: convertam-se e creiam no Evangelho» (Mc 1, 14-15).

E começa dizendo que o tempo da espera tinha chegado ao fim: "o tempo já se cumpriu". João Batista anunciava por sua pregação o caminho de preparação para a vinda do Messias. Jesus, porém, não anunciou sua chegada, mas que o Reino de Deus já estava no meio deles. Sua pregação não era em torno de sua própria Pessoa. Ele não chamava atenção sobre Si mesmo; mas anunciava que o tempo da libertação definitiva já havia chegado.

A breve mensagem de Jesus soava como a do Batista. Só que Jesus a personificou e, o arrependimento que pedia era para receber o Evangelho. O Reino de Deus se fez, portanto, presente e atuante na pessoa de Jesus. Como o Batista, Jesus também exigia conversão: "convertam-se". Mas não era mais uma conversão na expectativa da vinda do Filho de Deus. A conversão acontecia porque o Senhor do Céu e da Terra, o Filho Unigênito de Deus já estava entre os homens.

A missão do Senhor, portanto, teve inicio após estes dois grandes acontecimentos: o Batismo e o tempo de oração no deserto. Das águas vivificantes do Jordão e da aridez do deserto nasceram o impulso do anúncio do Reino de Deus.

Assim como o Batismo do Senhor O levou à Missão Evangelizadora, também nosso Batismo deve frutificar em momentos de graça. O Batismo nos convida à oração e à meditação; nos convida ao deserto onde podemos fazer a experiência do encontro pessoal com Deus. Depois, iluminados e revestidos da Graça, poderemos partir para a missão e pregar «aquilo que vimos, ouvimos e sentimos» (São Paulo).

Após a Epifania, os evangelhos não mencionam mais nenhum batismo até a Ressurreição do Senhor, quando os discípulos receberam d'Ele a ordem de batizar a todos.

O acontecimento no Jordão e o início de sua pregação na Galiléia revestem-se de especial relevância, bem maior que a de simples dados biográficos ou históricos. Eles revelam de fato, quem é Jesus na História da Salvação. Tanto nos Evangelhos como nos Atos dos Apóstolos, o Batismo do Senhor é visto como ponto de partida do Mistério da Salvação e da Redenção do mundo.

Para São Clemente de Alexandria (+215) «O Batismo é iluminação, regeneração, banho e, através dele, nos tornamos filhos de Deus, recebendo a imortalidade.» Deus nos fez para a vida e não para a morte. Deus nos fez para a Luz e não para as trevas. Uma vez iluminados e viventes, nosso compromisso é nos conformar gradativamente a Cristo, vivendo sob a luz de seus ensinamentos: amando, perdoando e proclamando sem cessar a todos a Boa-Nova da Salvação que Ele nos trouxe.

Santo Irineu († 202) defendeu em seus escritos o batismo administrado às crianças e não somente aos adultos «para que a Graça Divina - diz ele - seja dada a todos desde cedo, para que sua missão comece igualmente cedo.»


Fontes:

GOEDERT, Valter. Teologia do Batismo. São Paulo - Ed. Paulinas - 1987
BALANCIN, Euclides Martins. Como ler o Evangelho de Marcos. São Paulo - Ed. Paulus - 2000
FABRIS, Rinaldo. Cartas de São Paulo - São Paulo. Ed. Loyola - 1996

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