† BARTOLOMEU, pela misericórdia de Deus Arcebispo de Constantinopla – Nova Roma e Patriarca Ecumênico.

À plenitude da Igreja, a graça, misericórdia e paz do Salvador Cristo, nascido em Belém.

S. S. Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico

Veneráveis irmãos e amados filhos no Senhor,

Glorifiquemos a Deus Santíssimo e Misericordioso, para que, neste ano, voltemos a ser dignos de chegarmos ao dia festivo da Natividade, a festa do Verbo Pré-Eterno de Deus e da Encarnação de Deus “por nós e para nossa salvação.” Mediante o Grande Mistério e o grande milagre da Encarnação Divina, a grande ferida¸ ou seja, a humanidade caída na escuridão e sombras, agora se torna “filha da luz e do dia”, ao passo que o caminho abençoado da deificação pela graça se abre a todos nós. No mistério espiritual da Igreja e por meio de seus santos Sacramentos, Cristo nasce e toma forma em nossa alma e existência. Máximo, o Confessor, teologiza, proclamando que “o Verbo de Deus, ainda que tenha nascido uma vez na carne, sempre está disposto a nascer espiritualmente em todos aqueles que assim o querem. Assim, Ele Se torna uma criança e concretiza-Se em nós por meio das virtudes; de fato, Ele Se revela na medida em que somos capazes de recebe-Lo.” Deus não é uma ideia abstrata, como o deus dos filósofos, ou um Deus inacessível, encerrado em Sua absoluta transcendência. É o Emanuel, o “Deus conosco”, mais próximo de nós do que nós mesmos, “mais parecido a nós do que nós de nós mesmos.” A fé numa Divindade inacessível e desencarnada não transforma nossa vida; não elimina a polarização entre matéria e espírito; nem tampouco cobre o vácuo entre o céu e a terra. A Encarnação do Verbo Divino é a revelação da Verdade a respeito de Deus e da humanidade, que salva a raça humana dos labirintos escuros do materialismo e do isolamento, assim como do idealismo e do dualismo. A condenação do Nestorianismo e do Monofisismo por parte da Igreja sinaliza o rechaço às duas tendências mais predominantes na alma humana: por um lado, realizar um antropocentrismo absoluto e, por outro, transformar em ídolo uma compreensão idealista da vida e da verdade, dois desvios especialmente generalizados em nossa época. [Ler a Mensagem na íntegra…]

 
 

1 comentário

  1. […] o Santo Evangelho, o Sr. Eustáquio Anddréa Patounas fez solenemente a leitura da Proclamação Patriarcal por ocasião da Festa da Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo, de 2018, de S. Santidade Bartolomeu I, Patriarca […]

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