24 de maio de 2018 às 20:00 — «O diálogo como um elemento fundante das relações interpessoais que, por si, declinam em muitos ulteriores passos relacionais em direção a todo conhecimento humano e a tudo mais que dele deriva». Palavras de Bartolomeu I, Patriarca Ecuménico de Constantinopla, na intervenção que realizou na noite desta quinta-feira, 24, durante o jantar na embaixada da Espanha junto à Santa Sé, como parte das iniciativas para o 25º aniversário da Fundação Centesimus Annus. «Um encontro fraterno que fortalece e reforça laços importantes que visam o diálogo entre Igrejas, religiões, culturas, sociedades e povos. O Patriarca reconheceu que hoje o mundo está «cada vez mais oprimido pelo fundamentalismo ideológico, econômico e religioso, em que o ser humano já não é mais o fim último de toda ação humana, mas objeto que sofre as consequências das mais terríveis formas de exclusões». Assim, «o diálogo continua a ser o único elemento de inclusão, graças ao qual as divergências, as dificuldades e incompreensões podem ser superados». Bartolomeu recordou que «nossas Igrejas nunca tiveram medo do diálogo, mesmo em momentos de confronto teológico ou cultural, em que parecia que o fundamentalismo de alguns poderia ter a última palavra». Sempre manteve seu compromisso com o presente. «Mesmo hoje, como igrejas cristãs, podemos juntos oferecer respostas às múltiplas e graves crises globais, podemos abordar as questões de justiça social, das migrações que ocorrem em muitas áreas do mundo, da paz continuamente ameaçada pelos interesses de uns poucos, da preservação do meio-ambiente, que Deus nos deu «a fim de que» pudéssemos protege-lo e cuida-lo, e não para explora-lo, movidos pela ganância insensata do consumo desenfreado».


Com informações da Agência (italiana) SIR

 
 

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