S. Santidade Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico

Os incêndios na Amazônia (Brasil), na Sibéria e na África, e os efeitos do aquecimento global no Ártico e no Alasca estão no centro do apelo do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, para preservar a Criação: “Pedimos a todos os fiéis e a todas as pessoas de boa vontade de considerar cuidadosamente como vivemos, o que consumimos e onde estão as nossas prioridades”.

Isabella Piro, Andressa Collet

Cidade do Vaticano  —  O Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, também divulgou um apelo neste sábado (25) pela preservação da Criação:

“Oremos por todos aqueles que estão ameaçados ou atingidos pelos incêndios em cada ângulo do mundo. Pedimos a todos os fiéis e a todas as pessoas de boa vontade de considerar cuidadosamente como vivemos, o que consumimos e onde estão as nossas prioridades. Nas últimas semanas, o nosso planeta foi testemunha de grandes incêndios selvagens em todo o mundo, das florestas pluviais da Amazônia e das áreas desérticas da África às regiões geralmente cobertas de neve, como no Ártico e no Alasca, até em países distantes entre eles, como a Espanha e a Sibéria”.

Ecossistemas do mundo estão em risco

Bartolomeu I escreve que, “mês após mês, vivemos temperaturas recordes e ondas de calor sem precedentes com a devastação de milhões de hectares e a destruição de milhões de pessoas”. E não só, sublinha o Patriarca: “a intensidade desses incêndios está progressivamente aumentando e se intensificando”, o que impõe “mudanças radicais” por parte do homem. Tais incêndios, de fato, segue Bartolomeu, ameaçam “os ecossistemas do mundo, sempre mais vulneráveis”.

A importância das árvores

São as árvores, em especial, que são atingidas pelas chamas: e mesmo assim, afirma o Patriarca, elas “são vitais para a terra, para a nossa sobrevivência e para a nossa alma”, porque “são preciosas não somente do ponto de vista estético ou comercial, mas também e sobretudo pela nossa defesa contra as mudanças climáticas”.

Portanto, recomenda Bartolomeu, “plantar mais árvores é certamente uma iniciativa louvável, mas cortá-las menos é talvez a resposta mais convincente para o aquecimento global”.

Iniciativas ecumênicas

O Patriarca alerta, então, para as “terríveis repercussões” provocadas por “um nível crescente de emissões de carbono”, convidando a “considerar a fragilidade fundamental da natureza, os recursos limitados do nosso planeta e a sacralidade única da criação”. Enfim, o anúncio que, em 1º de setembro – data em que será celebrada, em nível ecumênico, o 5º Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação (instituída pelo Papa Francisco em 10 de agosto de 2015) – serão apresentadas várias iniciativas do Patriarcado dos últimos 30 anos em favor da “preservação da criação de Deus”.

A África também está queimando

O mundo continua queimando: além da Amazônia, pela qual o Papa Francisco fez um apelo no Angelus deste domingo (25), nos últimos dias foram registrados quase 7 mil incêndios em Angola e mais de 3 mil na República Democrática do Congo, enquanto outros focos se ascendem na Zâmbia. Dados alarmantes que se somam aos mais de 5 milhões de hectares de florestas queimados na Sibéria no início de agosto e ao gravíssimo incêndio registrado recentemente na região de Cruz de Tejeda, nas Ilhas Canárias. No final de julho, chamas sem precedentes foram verificadas inclusive na Groelândia e no Alasca.


Fonte: Vatican News

 
 

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