Metropolita Emmanuel de França

Metropolita Emmanuel de França

Metropolita Emmanuel (Patriarcado Ecumênico), «através do diálogo, a fé se torna um agente da paz»

10 de setembro de 2018 [M. Chiara BiagioniM. Chiara Biagioni] — Em entrevista ao SIR o Metropolita Emmanuel de França falou sobre o encontro entre o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla e o Patriarca Cirilo de Moscou, no Phanar.

Posso confirmar que o Patriarcado ecumênico – consciente de sua responsabilidade como Igreja Matriz e em resposta aos pedidos do povo ucraniano – após uma análise profunda desta questão, decidiu conceder autocefalia à Igreja Ortodoxa Ucraniana para consertar a divisão entre fiéis ortodoxos no país.

O processo de autocefalia da Igreja Ortodoxa Ucraniana é uma questão delicada em muitos aspectos. Estima-se que com esta concessão quase 30 milhões de pessoas – o número total de fiéis ortodoxos ucranianos – e os que vivem na diáspora já não dependerão do Patriarcado de Moscou, mas do de Kiev. Um símbolo do início e da natureza irrevogável do processo é a recente nomeação de dois exarcas na Ucrânia: o Arcebispo Daniel de Pamphilon (Estados Unidos) e o Bispo Ilarion de Edmonton, do Canadá.

Eminência, poderia nos explicar melhor essa nomeação e, especialmente, o papel que os dois exarcas terão na Ucrânia?

A recente nomeação de dois exarcas na Ucrânia por parte do Patriarcado Ecumênico enfatiza a determinação do Patriarca Ecumênico Bartolomeu de resolver com sucesso as divisões entre os ortodoxos ucranianos, ao mesmo tempo em que destaca um progresso histórico. Buscar o dentido da história é uma responsabilidade incessante, pois é responsabilidade da salvaguarda constante da unidade do corpo eclesial. Os dois exarcas são assim chamados a preparar o caminho para a autocefalia. Deve-se salientar que, neste caso, o processo é tão importante quanto o objetivo. De fato, através deste processo, os vários ramos da Igreja Ortodoxa Ucraniana podem ser aproximados.

Sua principal missão é facilitar os contatos, construir pontes, promover o diálogo e, finalmente, contribuir para a construção de uma Igreja independente local.

Ele foi a única pessoa – junto com o Metropolita Hilarion – a participar do encontro a portas fechadas entre o Patriarca Bartolomeu e o Patriarca Cirilo. Poderia nos contar mais sobre a reunião?

Em primeiro lugar, deve-se dizer que o encontro entre o Patriarca Ecumênico Bartolomeu e o Patriarca Cirilo de Moscou, ocorreu em um clima caloroso e fraterno. O Patriarca Cirilo expressou seu especial agradecimento ao Patriarca Bartolomeu pelo ambiente amigável que caracterizou o encontro. A esse respeito, quero acrescentar que não se tratava apenas de pretender causar publicamente boa impressão. Esse clima caloroso permaneceu o mesmo durante toda a duração da reunião privada entre os dois líderes (mais de duas horas). Deve-se dizer que eles não se encontravam desde 2016, desde o Santo e Grande Concílio de junho de 2016, que a Igreja Russa, com outras três Igrejas, infelizmente não compareceu.

A reunião foi assim necessária, independentemente da questão ucraniana.


Fonte: AGENSIR

 
 

0 comentários

Seja o primeiro a deixar um comentário.

Postar um comentário


 

 
 

Assine nossa Newsletter

Pesquisar

Arquivos