O arquimandrita Sofrônio, em seu livro «Ver a Deus como Ele é», nos diz o seguinte: «Na natureza, nada é repetição absolutamente idêntica. E isto vale, sobretudo, para a realidade dos seres racionais. Cada homem (ser humano) possui um coração especialmente criado por Deus — Ele formou o coração de cada homem e discerne todas as suas obras (Sl 32, 15): é o coração de uma pessoa-hipóstase dada e, enquanto tal, irrepetível. Em sua realização última, cada pessoa receberá, certamente, para sempre, um nome, conhecido apenas por Deus e por quem o recebe (cf. Ap 2, 17). Assim, por mais que a vida de todos os redimidos seja uma, como é uno o reino do Santíssima Trindade (Jo 17, 11; 21-22), o princípio pessoal de cada um de nós será irredutível ao outro». Precisamos compreender então que, de acordo com a tradição cristã, ao contrário do que pregam diversas correntes pseudo-espirituais sobre a aniquilação da pessoa (do eu), os santos, isto é, aqueles que pela deificação chegaram a ser deuses por participação — mas não por natureza —, preservam uma singularidade irredutível em seu estado de bem-aventurança… [Continue lendo]

 
 

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