Cúpula das Consciências na França: preparação para a Reunião de Paris em dezembro, chamada oficialmente pela ONU de COP21

Por Sergio Mora

Roma, 22 de Julho de 2015 (ZENIT.org) — O Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, se dirigiu nesta terça-feira pela manhã, na França, aos participantes da “Cúpula das Consciências”, reunida em Paris na sede do Conselho Econômico Social e do Clima.

A Cúpula em Paris, convocada pelo governo francês, serve como preparação para a crucial Cúpula do Clima da ONU, que acontece na capital francesa no próximo mês de dezembro.

“Nossa época está enfrentando um desafio único. Nunca, no passado, durante a longa história do nosso planeta, os homens e as mulheres se encontraram tão a ponto de destruir o próprio ambiente e a própria espécie”.

Este foi o grito de alarme do Patriarca, que ainda fez um apelo à conversão dos corações e à educação das consciências.

O presidente francês, François Hollande, na abertura do encontro, comparou a luta global contra o aquecimento do planeta à que foi enfrentada depois da II Guerra Mundial, com a criação da ONU e a defesa dos Direitos Humanos.

Estão reunidos neste encontro laico cerca de 50 líderes religiosos, pensadores e ativistas do clima. Como representante do Vaticano participa o cardeal Peter Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz.

“Nunca antes os ecossistemas estiveram diante de um dano quase irreversível dessas proporções. Este é o motivo da nossa responsabilidade de enfrentar este desafio único para cumprir o nosso dever para com as gerações futuras”.

O Patriarca apoiou parte do seu discurso na encíclica Laudado Si’, do Papa Francisco, e, por isso, convidou as “Igrejas irmãs de Roma e Constantinopla” a intensificarem, como espaço de ação ecumênica, “o seu empenho comum em favor da nossa casa comum, com a oração e com a ação”. Por este motivo, “os cientistas indicam a necessidade de uma mudança radical do estilo de vida, para determos as atividades que contaminam e produzem as mudanças climáticas”.

O Patriarca recordou que esse “investimento de todo o ser” é chamado, no cristianismo, de “metanoia”, e convidou os ouvintes a examinarem o que é excessivo e o que é bom. Um esforço “que cabe a todos nós: sair do egoísmo em que a inércia dos nossos costumes nos fez cair e descobrir a liberdade sóbria que nos leva a uma conversão do coração”, uma conversão interior, “como ponto de partida para uma conversão exterior”.

Por sua vez, o ex-secretário geral da ONU, Kofi Annan, disse: “Meus netos viverão num mundo com uma temperatura muito mais elevada do que a da minha infância”. E concluiu: “Haverá grandes desastres se não agirmos agora”.

A próxima Cúpula de Paris, chamada oficialmente pela ONU de COP21, tem como objetivo empenhar os países em políticas ambientais que evitem um aumento da temperatura média do planeta superior a dois graus centígrados.

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