A extraordinária importância histórica da presença do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I na Missa de Início do Ministério Petrino do Papa Francisco como Bispo de Roma

Dentre muitas notícias, desde o mês passado, com a sem precedente renúncia do Papa Bento XVI, uma das mais repercutidas pela mídia internacional foi a decisão de Sua Santidade, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu, de participar da Missa de Início do Pontificado do Papa Francisco, como Bispo de Roma. A ocasião está sendo apresentado na mídia como algo que não acontecia desde o cisma que separou o Oriente e Ocidente cristãos no século XI. Fazendo um levantamento historiográfico, muito provavelmente  constata-se que de fato foi a primeira vez na história que um Bispo de Constantinopla participou da entronização de um Bispo de Roma. E este  foi um passo ousado do Patriarca Bartolomeu nas relações ecumênicas entre os ortodoxos e os católicos romanos, que pode ter significado duradouro.

«Antes de mais, agradeço do coração o que o meu irmão André nos disse”: foi com estas palavras que Papa Francisco acolheu e agradeceu o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, que lhe tinha dirigido a saudação inicial, em nome dos participantes na audiência aos representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais, assim como as Delegações de Judeus, Muçulmanos, e de outras religiões».

«Antes de mais, agradeço do coração o que o meu irmão André nos disse”: foi com estas palavras que Papa Francisco acolheu e agradeceu o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, que lhe tinha dirigido a saudação inicial, em nome dos participantes na audiência aos representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais, assim como as Delegações de Judeus, Muçulmanos, e de outras religiões».

A decisão de Bartolomeu I  de viajar para Roma é um evento extraordinário na história do cristianismo. E é significativo por razões que vão muito além de sua novidade. Em primeiro lugar, é um gesto simbólico para a causa da unidade dos cristãos. Ele demonstra de forma sem precedentes na medida em que o Patriarca Ecumênico considera a relação com a Igreja Católica Romana a ser uma prioridade. Por sua vez o Vaticano em resposta a esse  grande gesto arranjou para que a leitura do Evangelho na  Celebração Litúrgica  do Início do Pontificado do Papa Francisco fosse  cantado em grego (e não em latim), como sinal de reconhecimento da presença do Patriarca Ecumênico na celebração.

O mundo cristão por estar dividido por tantos séculos exigirá dos que trabalharam pela unidade   verdadeira coragem, liderança e humildade, baseados em uma fé comum.  Ambas as Igrejas estão dispostas a trabalharem juntas pela causa dos desfavorecidos. Com a ajuda de nosso Senhor, que  essa causa comum possa ser transformada em  um substantivo trabalho teológico. Mas esse trabalho exige um primeiro passo que foi dado pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu e correspondido pelo Papa Francisco.

o George E. Demacopoulos, PhD

O Patriarca Ecumênico Bartolomeu I convidou o Papa Francisco a realizar, em 2014, uma viagem juntos à Terra Santa em homenagem aos pioneiros do diálogo entre católicos e ortodoxos, informou a agência de notícias religiosa Asianews. Com essa viagem, os dois líderes religiosos fariam uma homenagem ao histórico encontro de janeiro de 1964, em Jerusalém, entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, símbolo da reconciliação entre Igreja católica e as igrejas ortodoxas.

Presença ortodoxa na Missa de Início do Ministério Pedrino do Papa Francisco

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