Dormição da Virgem, mosaico da igreja de Cristo Salvador, em Chora, c. 1320, Museu de Kariye Camii, Istambul, Turquia

Dormição da Virgem, mosaico da igreja de Cristo Salvador, em Chora, c. 1320, Museu de Kariye Camii, Istambul, Turquia

A Igreja Ortodoxa venera intensamente a Mãe de Deus – ou Theotokos, ou Panaghia (a Toda Santa), como nós preferimos nos referir a ela – exaltando-a, não como uma piedosa exceção, mas realmente como um exemplo concreto do modo cristão de entregar-se e responder à vocação a ser discípulo de Cristo. Maria é extraordinária apenas na sua virtude ordinariamente humana, que nós somos chamados a respeitar e imitar como devotos cristãos. Sua morte é comemorada em 15 de agosto, uma das doze Grandes Festas do calendário ortodoxo.

Ao compreender a “sagrada aliança” ou mistério de Maria, do qual “ninguém se pode aproximar com mãos despreparadas”, a teologia ortodoxa mira à Escritura mas, sobretudo, à Tradição, de modo particular à liturgia e à iconografia. Nesse sentido, os cristãos ortodoxos ligam Maria antes de mais nada ao seu papel na divina encarnação, como Mãe de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, enquanto, ao mesmo tempo, a conectam a uma longa série de seres humanos – e não divinos – que remete à continuidade da história sagrada, conduzindo até o nascimento do Filho de Deus, Jesus de Nazaré, há dois mil anos. Isolar Maria dessa estirpe preparatória ou “econômica” separa-a da nossa realidade e a põe em posição marginal em relação à nossa salvação. Maria também precisa da salvação – como todos os seres humanos; ainda que ela tenha sido considerada “sem pecados pessoais”, continua sujeita à servidão do pecado original. Embora ela seja “mais honorável que os Querubins e incomparavelmente mais gloriosa que os Serafins”, o que vale para nós vale também para Maria. Ainda que tenha sido “bendita entre todas as mulheres”, ela encarna a única coisa necessária entre todos os seres humanos, ou seja, a dedicação à Palavra de Deus e a entrega à Sua vontade […] Continue lendo.

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1 comentário

  1. Ligia Maria disse:

    Tendo sido degolado um carneiro malhado com 1 ano aproximadamente, disse o Senhor: “Foi o que fizeram com a Minha Ovelhinha.”
    Por ventura sabeis a quem Se referia Ele?

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