(anteriores ao século XI d.C.)

21. Invocação mariana encontrada num pedaço de terracota egípcia, séc. III d.C.

Ó Virgem Imaculada, mãe de Deus e cheia de graça, Aquele que geraste é o Emanuel, o fruto do teu seio. Tu, ó Maria, excedes todo o louvor! Eu Te saúdo, Maria, mãe de Deus e glória dos anjos, porque tu excedes em plenitude de graça todos os anúncios dos profetas! O Senhor é contigo: tu destes à luz o Salvador do mundo.
(in RAVASI, Gianfranco.
Um mês com Maria. 31 imagens bíblicas.
Lisboa: Paulus, 2010, p. 49)

2. São Gregório o Taumaturgo, Homilia (+270 d.C.)

“Alegra-te, cheia de graça”,
é por meio de ti, com efeito, que a alegria é concedida a toda a criação
e que o gênero humano volta à sua primeira dignidade.
(in ÉNARD, Albert. Alegra-te, Maria: introdução à prece marial. S. Paulo: Loyola, 1987, p. 27)

3. Um dos 20 hinos marianos de Santo Efrém o Sírio (+373 d.C.)

Oh Imaculada e inteiramente pura Virgem Maria, Mãe de Deus,
Rainha do mundo, esperança dos que estão em desespero,
Tu que és a alegria dos santos,
Tu que és a mediadora entre Deus e os pecadores,
Tu és a defensora do abandonado,
o refúgio seguro dos que estão no mar do mundo,
Tu que és o consolo do mundo,
o resgate dos escravizados, o conforto dos aflitos.
Oh grande rainha, nós nos refugiamos em tua proteção.
Depois de Deus, tu és toda nossa esperança.
Nós levaremos o nome de seus servos.
Não permita que o inimigo nos arraste para o inferno.
Eu vos saúdo, ó grande mediadora da paz entre os homens e Deus.
Mãe de Jesus, nosso Senhor,
que é o amor de todos os homens e de Deus,
a qual seja honra e bênção com o Pai e o Espírito Santo. Amém.
(in A Marian Prayer Book: A Treasury of Prayers, Hymns, and Meditations,
edited by Pamela Moran, Ann Arbor, Mich.: Servant Publications, 1991, p. 226;
ou: http://campus.udayton.edu/mary/prayers/SaintsPrayers.htm)

4. Texto de S. Gregório de Nissa (? + 397 d.C.)

Ave, ó cheia de graça:
a maldição teve fim,
a corrupção foi dissolvida,
a tristeza cessou, a alegria floresceu
e realizou-se o feliz anúncio dos profetas!

5. De um hino do séc. IV d.C. (falsamente atribuído a S. Ambrósio)

Supliquemos, pois, ó povos, a mãe de Deus e Virgem,
para que ela impetre para nós a paz e o perdão.
(in Dicionário de Mariologia, dir. por Stefano de Fiores e Salvatore Meo,
S. Paulo: Paulus, 1995, p. 988;
cf. Roschini, Gabriele M., Dizionario di Mariologia. Roma: Studium, 1961)

6. S. Epifânio (+407 d.C.), V Homilia sobre os louvores de Maria, Mãe de Deus

Alegra-te, cheia de graça
Alegra-te, púrpura real
Que revestiste o rei do céu e da terra!
Alegra-te, livro mistério
Que ofereceu para ler ao mundo
A Palavra e o Filho do Pai.

7. Hinos à “Mãe de Deus” presentes na Divina Liturgia de São João Crisóstomo (+407 d.C.)

Ó admirável e protetora dos cristãos
e nossa medianeira do Criador,
não desprezes as súplicas de nenhum de nós, pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé:
Roga por nós, junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.
Ó cheia de graça, em ti rejubila-se toda a criação!
A assembleia dos anjos e o gênero humano te glorificam,
ó templo santificado, paraíso espiritual e glória das virgens,
na qual Deus se encarnou e da qual tornou-se Filho
Aquele que é nosso Deus antes dos séculos.
Porque fez de teu seio um trono
e as tuas entranhas, mais vastas que os céus.
Ó cheia de graça, em ti rejubila-se toda a criação e te glorifica!

8. Homilia durante o Concílio de Éfeso, Catedral de Éfeso, nov/431 d.C., atribuída a S. Cirilo de Alexandria

Ave, Maria, Mãe de Deus,
tesouro majestoso, pertença do mundo inteiro,
lâmpada inextinguível, coroa da virgindade,
apoio da verdadeira fé, templo indestrutível,
morada do infinito, Virgem Mãe.
Por ti, o homem caído é acolhido no céu.

9. Liturgia mariana de Teódoto, bispo de Ancira, + 440 d.C.

Ave, ó alegria desejada.
Ave, ó exultação das Igrejas.
Ave, ó nome inspirador de doçura.
Ave, ó rosto que irradia divindade e graça.
Ave, ó pedaço de lã salvífica e espiritual.
Ave, ó mãe de esplendor perpétuo e cheia de luz.
Ave, ó puríssima mãe de santidade.
Ave, ó fonte limpidíssima da onda vivificante.
Ave, ó nova mãe de um mistério inefável.
Ave, ó criatura que em Ti trouxeste o Criador.
Ave, ó pequena morada que contiveste o Infinito.

10. Hino de Sedúlio, +450 d.C., poeta cristão

“Salve, ó santa Mãe de Deus, vós destes à luz o Rei,
que governa o céu e a terra pelos séculos eternos”
“Cujo nome e poder, que envolvem todas as coisas, permanecem sem fim;
Vós que, trazendo no beato ventre as alegrias da mãe junto com a honra da virgindade,
pareceis não ter outra igual nem entre as mulheres precedentes,
nem entre aquelas futuras: Vós sois a única mulher, única e sem par, que agradaste a Cristo!”

(Carmen Paschale, II, 48-67)

11. São Romano o Melódio (+560 d.C.), poeta, Hino da Anunciação

Alegra-te, santa: amável e sempre bondosa!
Alegra-te, alegria dos olhos! …
Alegra-te, puríssima!
Alegra-te, Mãe e Virgem!
Alegra-te, esposa inesposada!

12. Hino Acatistos, séc. V-VI d.C., o mais belo hino mariano da Igreja antiga – 24 estrofes, repete mais de 150 vezes a saudação angélica

Grande e ínclita Mãe,
Genitora do Sumo entre os santos, Santíssimo Verbo,
Dignai-vos agora acolher o canto! P
reservai-nos de toda desgraça, todos!
Do castigo merecido libertai-nos,
a nós que gritamos: Aleluia!
(24ª estrofe) (cf. http://www.liturgia.pt/multimedia/Musica/001Akathistos.php)

13. Antífonas litúrgicas (cf. Antifonário de S. Gregório Magno) séc. VI

Rejubila-te, Virgem Maria,
tu debelaste todas as heresias no mundo inteiro.
(Atribuída ao romano Vítor, o cego)

14. Oração de Sérgio, Patriarca de Constantinopla (+ 638 d.C.)

Salva-nos, ó porta de salvação.
Protege-nos, ó mãe da verdade,
Socorre os fiéis que Te glorificam, ó Imaculada!
Livra-nos de cair em muitas, possíveis e inumeráveis faltas, ó puríssima!
Protege, defende, guarda todos os que esperam em Ti!

15. S. Ildefonso de Toledo, +667, De virginit. Perpet. Beatae Mariae, c. 1 – consagração a Maria

A ti acudo, única Virgen y Madre de Dios.
Ante la única que ha obrado la Encarnación de mi Dios me postro.
Me humillo ante la única que es madre de mi Señor.
Te ruego que por ser la Esclava de tu Hijo
me permitas consagrarme a ti y a Dios,
ser tu esclavo y esclavo de tu Hijo,
servirte a ti y a tu Señor.

16. Louvor mariano do hinógrafo Anatólio, séc. VII d.C.

Ave, habitação da divindade,
porque aquele que os céus não podem conter,
encontra-se no teu seio, ó Bendita!
Ave, trono abrasado!
Ave, montanha intacta, morada de todo o louvor:
em Ti habita a plenitude da divindade,
por vontade do Pai Eterno e por intervenção do Espírito Santo!
Ave, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!

17. Ode de Santo André de Creta, +712 d.C. (tirada do Cânone para a Concepção de Maria)

Vinde, lembremos de coração purificado e ânimo sóbrio
a filha do rei, o esplendor da Igreja, mais brilhante do que o ouro,
e veneremo-La! Salve, alegra-Te, esposa do grande Rei,
Tu que esplendidamente refletes a beleza do teu esposo,
e exclamas com o teu povo:
‘Ó dador de vida, nós Te glorificamos!’

18. Dos hinos marianos da Igreja etiópica

Maria, Tu é a sarça que Moisés viu no meio das chamas que não a consumiam,
porque representava o Filho do Senhor.
Ele desceu para habitar no Teu seio
e o fogo da Sua divindade não consumiu a Tua carne.
Roga por nós, Tu que és santa!

19. Hino da liturgia copta

Como Te invocarei, ó Virgem santíssima?
Como te hei de chamar, ó cidade do grande Rei…?
Como Te chamarei, ó esposa perfeita,
Tu que geraste o Emanuel, o nosso Senhor Jesus Cristo?
Como Te chamarei, ó justiça, ó misericórdia,
que se encontram e se abraçam entre si
segundo os oráculos dos profetas?

20. Da liturgia sírio-maronita para a Festa de Nossa Senhora das Sementes

Nós Te engrandecemos,
ó Virgem Mãe de Deus,
pedaço de lã que absorveu o orvalho celeste,
campo de trigo bendito
para satisfazer a fome da Criação.

Ver ainda: S. Paulino de Nola, Carmen VI,118-123 (+431 d.C.); Hino Quem terra, pontus, aethera (atribuído a Venâncio Fortunato, +601 d.C.); Alcuíno, reformador (+804 d.C.) => compôs hinos de louvor e súplica a Maria (títuli); Hino Ave maris Stella => já conhecido no século IX; Bispo Fulberto de Chartres (+1029), O Beata Virgo Maria; Salve, Rainha e Alma, redemptoris Mater=> atribuída a Hermano Contractus (+1054) – cf. http://www.preces-latinae.org/thesaurus/BVM.html


Joinville –  SC, 21.11.2015 – Festa da Apresentação de Maria
Editou: P. Jonas Eduardo G. C. Silva

 
 
 

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