Os primeiros sinais da Ressurreição são de ausência: Jesus não estava mais lá onde havia sido sepultado. A pedra estava fora do lugar, o sepulcro estava vazio, os lençóis e o sudário estavam abandonados. Este era o cenário que Maria de Magdala vislumbrava. Ela, a primeira mensageira do sepulcro vazio, a evangelista da Ressurreição, correu para chamar os discípulos, ainda temerosos com os acontecimentos vividos naqueles últimos dias. Encontrou Pedro e João que se lançaram em direção ao inexplicável. Não acharam o que procuravam! Aquela ausência, aquele vazio são preenchidos por uma nova realidade: a perplexidade. Os discípulos voltaram para casa, deixando o cenário livre para Maria. Repetiu-se o fato: Jesus e Maria se encontram a sós, como em Samaria, quando estava prestes a ser apedrejada. Parece que as testemunhas dos diálogos entre o Senhor e Maria se esvaem. Antes, pela inconveniência de escutar aquelas palavras que feriam o orgulho: «se alguém não tiver pecado, atire a primeira pedra»; agora, eles se vão pelo excesso de silêncio. Justamente neste diálogo, sem testemunhas, ela reconhece o Senhor e imediatamente o chama de «Raboni!», isto é, Mestre! Embora fosse conhecida pelos discípulos novamente vai ao encontro deles para lhes dizer: «Eu vi o Senhor!» Mas eles não acreditam. A incredulidade dos discípulos não diminui a alegria de Maria, pois momentos mais tarde, o próprio Ressuscitado, trazendo-lhes a paz, invadirá o cenáculo confirmando o que Maria anunciou. […]

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