Liberdade ou morte! 25 de março de 1821 é a data nacional de independência da Grécia.

Autor do artigo: Max Goniadis
(Revisado por Edimarcio Augusto Monteiro)

Quem ama a Grécia ou que já teve a oportunidade maravilhosa de ir nesse país, talvez não conheça as páginas da história de muitos do povo grego que deram o seu sangue e vidas, literalmente falando, para que a nação se tornasse independente debaixo do jugo assassino do poderoso Império Otomano, hoje Turquia.

A denominada guerra de independência da Grécia ou Revolução Grega foi levada adiante pelos helênicos frente aos otomanos com o único intuito de dar uma razão as suas vidas, a saber, a independência desse pequeno país do Sudeste europeu.

Depois de muitos anos de severos combates em que os gregos tiveram o apoio de outras nações da Europa, a independência foi instituída na forma do Tratado de Constantinopla, promulgado em julho do ano de 1832.

Vale frisar de que o povo da Grécia passou a ser o primeiro que conseguiu estabelecer um Estado soberano contra o Império Otomano.

A data nacional de independência da República Helênica instaurada foi 25 de março de 1821. Todo dia 25 de março, que será neste domingo (neste ano de 2018), o fato histórico é lembrado como feriado nacional na Grécia e lembrado pelos gregos presentes nos quatro cantos do mundo.

Contexto político, econômico e cultural

No que diz respeito à atmosfera política da época, vale frisar de que a queda de Constantinopla, em 1453, com a posterior derrubada das cidades de Trapezounda e Mistra, em 1461, determinaram o término da soberania dos gregos ao longo de quatro séculos naquela parte do globo. A partir de então, os otomanos, à exceção das ilhas do Mar Jônico e da península grega de Mani, controlaram completamente o restante da Grécia.

O povo grego até conseguiu salvaguardar as suas tradições e culturas, graças principalmente ao empenho da Igreja Ortodoxa Grega, mas nada além disso, sendo tratado como escravos pelos opressores, sem nenhum direito por mais básico que fosse. Por outro lado, durante os séculos XVIII e XIX, a nação helênica oprimida e outros países na Europa serviram como palco para o florescimento do nacionalismo grego na forma de revoluções e armas.

A luta pela independência da Grécia começou a conquistar apoio não somente dos filelenos (amigos ou simpatizantes dos gregos) ocidentais da Europa. Porém, também de inúmeros mercadores gregos, que se encontravam disseminados pela Europa Ocidental e pela Rússia.

Consequências da revolução

Muito embora a Grécia tenha logrado êxito em se libertar de exatos 400 anos do domínio assassino dos otomanos, a revolução grega não conseguiu estabelecer as melhores das condições de vida no país helênico imediatamente. Tanto é assim que a Grã-Bretanha, Rússia e França insistiam em reivindicar por mais influência no campo político dos gregos.

A Grécia do pós-guerra estava repleta de refugiados e enormes propriedades turcas em solo grego no completo estado de abandono, daí a reforma agrária ser uma necessidade imediata. É importante que se diga que mais jovem nação europeia possuía menos 800 mil indivíduos, ou seja, menos do que um terço dos 2,5 milhões de habitantes gregos por ocasião do auge do Império Otomano.

A ironia histórica é que os gregos escravizados foram encarados com a sua libertação como traidores no Império Otomano, sobretudo pela numerosa população muçulmana ou os fanariotas, como eram assim chamados, os quais possuíam cargos muito importantes no Império Otomano.

Obviamente que os gregos em geral viam os fanariotas como espiões ou suspeitos remanescentes do Império Otomano. Já em Constantinopla e nos demais territórios otomanos, locais em que os mercadores e banqueiros gregos detinham forte influência, ocorreram a transição por banqueiros da Armênia e mercadores da Bulgária.

Do ponto de vista a longo prazo, a revolução grega funcionou como o estopim para a ruína do Império Otomano, pois pela primeira vez um povo autodenominado cristão conseguiu enxotar na base de muito sangue a dominação turca, estabelecendo um Estado realmente livre e soberano, o qual foi logo reconhecido por toda a Europa.

Hino Nacional da Grécia cantado, legendado e traduzido


Fonte: Blastingnews.com

 
 

0 comentários

Seja o primeiro a deixar um comentário.

Postar um comentário


 
 
 

Assine nossa Newsletter

Pesquisar

Arquivos