O Patriarca Ecumênico com um ícone do novo santo, (final de outubro de 2016)

Em sessão da última segunda-feira, dia 27 de novembro de 2017, o Santo Sínodo do Patriarcado Ecumênico, reunido, no Fanar, sob a presidência de sua Santidade Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico, anunciou a canonização de São Iakovos (Santiago Tsalikis), do Monastério de São Davi, em Eubeia (1920-1991), Grécia, estabelecendo que seja comemorado anualmente em 22 de novembro na Igreja Ortodoxa.

Padre Iakovos (Santiago) Tsalikis nasceu em 05 de novembro de 1920, em lebisi da Ásia menor. Em 1922, devido ao Êxodo das famílias gregas para a Grécia, sua família desloca-se para Atenas e depois ao povoado de Faracla de Evia. Em 1933, Iakovos conclui seus estudo fundamental e, devido à falta de recursos econômicos, ajuda o seu pai no trabalho. De 1947 a 1949 presta serviço militar. Em 1951, dirige-se ao Monastério de São Davi, em Eubeia, onde se torna monge em 30 de novembro de 1952. Nesse mesmo ano, é ordenado diácono e sacerdote em 17 e 19 de dezembro, respectivamente. Em 21 de novembro de 1991, na festa da Apresentação da Virgem Maria no Templo, o já ancião Iakovos, superior do Monastério e pai espiritual de milhares de pessoas, parte para a casa do Senhor.

A vida de Iakovos é cheia de pérolas de virtudes, do amor a Deus e ao próximo, uma vida de oração e de serviço ao Senhor e a todos os necessitados que acorriam a ele e ao monastério onde vivia. Contemplar seu rosto era suficiente para entender o que significa uma vida de virtude e de consagração plena a Deus e à ação do Espírito Santo. Embora Deus lhe tenha concedido realizar muitos milagres, o que mais impacta em sua vida é sua fé no Senhor, sua compaixão e capacidade de doação para com todas as pessoas.  Como Pai Espiritual, ajudou a milhares de pessoas a encontrar o caminho da Igreja, da confissão, dos sacramentos, da virtude, de uma vida cristã genuína. Pessoalmente, era conhecido por suas vigílias e jejum que fazia de forma ininterrupta, apesar das múltiplas intervenções cirúrgicas que precisou fazer. Mas a enfermidade não o impedia de orar e de participar de todas as celebrações litúrgicas do monastério, além de atender aos peregrinos e paroquianos que a ele acorriam. Desde a sua infância, amava a oração e a vida monástica.  Certa vez,  quando rezava em sua capela, ainda criança, apareceu-lhe santa Paraskevi e previu o futuro que teria na Igreja. Além disso, na falta de sacerdote em seu povoado, as pessoas lhe pediam que dirigisse orações pelos doentes, pelos endemoninhados, por todas as circunstâncias, pois já lhe chamavam “Padre Iakovos” desde antes de ter chegado à adolescência. Soube conservar a pureza da sua alma ao longo da sua vida, por sua determinação de se consagrar ao Senhor, e seu desejo de a Ele se entregar completamente. Nisso, tinha muito de sua mãe, Teodora, uma santa pessoa que lhe transmitiu a fé e o amor a Deus, e quem lhe deu a bênção para seguir o caminho do sacerdócio e da vida monástica. Mntinha com o santo padroeiro de seu monastério, São Davi de eubeia, uma íntima relação espiritual, assim como com são João, o Russo, o novo mártir, cujo templo e relíquias se encontram na mesma ilha.

As relíquias de São Iakovos encontram-se no monastério onde viveu a sua vida monástica durante quatro décadas, em Eubeia, na Grécia.

Pelas orações do nosso santo padre Iakovos, Senhor Jesus Cristo, Deus nosso, tende piedade de nós, e salva-nos!

O Patriarca Ecumênico com uma foto 
do novo santo, Iacovou Tsaliki (final de outubro de 2016)

Fonte: Sacra Metrópole de Espanha e Portugal
Fotos: Orthodox Photos

 
 

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