Louk Andrianos / CMI

31 de outubro de 2017 —  A Quinta Conferência Internacional sobre Teologia Ecológica e Ética Ambiental (ECOTHEE-17), organizada pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), reuniu pessoas de diversas nações e tradições religiosas para refletir sobre a teologia dos oikos e a espiritualidade indígena.

A conferência ocorreu na Academia Ortodoxa de Creta em Kolympari, de 23 a 27 de agosto de 2017.

Os participantes se reuniram na Academia Ortodoxa de Creta.

Os participantes destacaram como as ameaças continuam prejudicando a biodiversidade, como a ganância sem limites levou ao esgotamento dos recursos naturais e da pobreza, como as espécies continuam a desaparecer e como aumentam a força e a frequência da seca, inundações e furacões, bem como o aumento da temperatura média global e as emissões de CO2, refletem a realidade das mudanças climáticas.

«Juntamente com a cooperação inter-religiosa, abordagens multidisciplinares, incluindo as ciências naturais e sociais, a psicologia, a filosofia e os estudos religiosos, tornaram-se imprescindíveis para o desenvolvimento da ecologia e da ética ambiental», afirmou o Dr. Louk. Andrianos, coordenador da conferência e consultor do CMI para o programa sobre o Cuidado da Criação.

As diferentes apresentações da teologia cristã ortodoxa e oriental refletiram o pensamento ecológico dos primeiros Pais da Igreja, especialmente de São João Damasceno, desenvolvendo conceitos como «oikos» e «ícone» e relacionando-os com conceitos como encarnação, cosmos, consolidação da paz e sustentabilidade.

As crenças e espiritualidades tradicionais e indígenas foram abordadas através do estudo das expressões artísticas das Primeiras Nações de uma perspectiva étnico-estética, transmitindo uma mensagem de esperança.

As intervenções realizadas pelos participantes judeus e muçulmanos demonstraram como a interpretação do Alcorão e da Bíblia hebraica pode ajudar a aprofundar a compreensão da ecoteologia cristã e como a cooperação inter-religiosa é necessária na área da ecojustiça.

Para o Dr. Andrianos, a ecojustiça constitui a base da sustentabilidade e do trabalho relacionado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). «Só pode ser alcançado se houver uma compreensão clara do significado de nossa «casa comum» e, portanto, uma colaboração pacífica de todos os setores envolvidos: as comunidades religiosas, os cientistas, os políticos e os líderes indígenas», afirmou.

Na abertura da conferência, o Dr. Guillermo Kerber, assessor do CMI e, anteriormente, diretor executivo do programa para a justiça econômica e ecológica, explicou que o ECOTHEE-17 faz parte de uma série de conferências bienais que começaram em 2008 para promover a busca de soluções inter-religiosas e interdisciplinares aos importantes problemas meioambientais do nosso tempo.

Juntamente com a conferência, foi organizada uma exposição de arte infantil com o tema «o futuro da nossa casa comum: o oikos».


Mais informações sobre o trabalho do CMI
sobre o cuidado da Criação e da justiça climática.

Fonte: CMI

 
 

1 comentário

  1. José Ambrósio Guimarães disse:

    Bom Dia.
    Gratidão por tudo e pela disposição para fazer esse trabalho em prol da humanidade e especialmente pela dedicação à Mãe Terra. O Criador do Cosmos está sempre nos estimulando sentir todos como irmãos. A espiritualidade universal é o Caminho mais rápido para a União de todos.
    Paz e Luz.

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