A região da Capadócia, situada no coração da Ásia menor, tornou-se, no século IV, num importante centro da teologia cristã. Já na época do a póstolo Paulo, existiu uma pequena comunidade cristã na Capadócia, onde o cristianismo se estendeu com tanta rapidez que deu lugar a um importante número de mártires e conversores, no II século, enviando 7 bispos ao Concílio de Niceia no ano 325. Porém, fui sobretudo na segunda metade do século IV que a Capadócia se tornou famosa por seu pensamento teológico. E isto se deve a quatro figuras destacadas, cuja originalidade teológica e filosófica marcou profundamente a história do pensamento cristão: São Basílio, o Grande, bispo de cesareia da Capadócia (330-379); São Gregório nazianzeno, conhecido como o Teólogo (330-389/90), que foi primeiro, durante um breve período, bispo de Sássima da Capadócia, e mais tarde, também por pouco tempo, arcebispo de Constantinopla; São Gregório, irmão mais novo de São Basílio e bispo de Nissa (335-394?); e, finalmente, Santo Anfilóquio (340/345) bispo de Icônio. Os três primeiros deixaram nos um número considerável de inscritos (tratados dogmáticos, obras exegéticas, escritos ascéticos, orações, sermões e cartas) que nos permitem conhecer seu pensamento, enquanto que a obra de Anfilóquio nos chegou somente através de umas poucas homilias e cartas, algumas das quais, só fragmentos. Ainda que a contribuição teológica desses Padres capadócios seja universalmente sabida e reconhecida, sua importância não se limita absolutamente à teologia. Supõe uma reorientação radical do humanismo grego clássico, uma concepção do homem e uma visão da existência que o pensamento antigo foi incapaz de produzir, apesar das suas muitas realizações no terreno da filosofia. Por oportuno, tudo isso se apresenta  a propósito das atuais controvérsias teológicas; o alcance, porém da contribuição dos Padres capadócios reembasa o campo da teologia no sentido doutrinal estrito e afeta a inteira cultura da antiguidade tardia a ponto de, sem o conhecimento desta contribuição, o conjunto do pensamento bizantino e europeu permanecer incompreensível (…) Siga lendo…

 
 

1 comentário

  1. Ligia Maria Schwan Batista disse:

    No meu modo mais simples de entender Deus basta olhar para mim mesma como “semelhante” a Ele. Agimos conforme o nosso entendimento que tem sua origem em nossos sentimentos.
    Quem agiu? A Pessoa do Filho, que vem de Deus para além de Deus, para nós.
    Quem pensou? O Pai que expressava Seus pensamentos e entendimentos no Antigo Testamento.
    Quem sentiu? O íntimo do “coração” de Deus Pai, portanto o Espírito.
    O que foi visto, vivido e sentido pelas pessoas, foi Deus em Pessoa.
    Ele é Um, como eu sou uma. Sou mulher, filha e mãe em mim mesma.
    Shanah Tovah!

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