Os dois Bispos sequestrados em Aleppo, Paul Yazigi e Mor Gregorious Yohanna Ibrahim

Münster (RV) – “Nós estamos sempre em oração contínua por eles. Sempre temos a esperança”.

Não obstante os quatro anos de silêncio, os dois Bispos sequestrados em Aleppo, Paul Yazigi e Mor Gregorious Yohanna Ibrahim, ainda estão vivos. Esta certeza traz no coração o Patriarca Greco-ortodoxo de Antioquia e de todo o Oriente, João X, irmão de Dom Paulo Yazigidi.

“Este sequestro é algo muito doloroso para nós. A esperança na Síria não morre, não obstante a violência sangrenta que se abateu sobre o país. Não obstante o silêncio indiferente e a inércia culpável da comunidade internacional. Resta esperar, que significa permanecer radicados como cristãos nesta terra, fiéis a uma história que tem suas raízes nos tempos dos apóstolos”.

Também o Arcebispo armênio-católico de Aleppo, Dom Boutros Marayati, lançou um apelo na cerimônia final do Encontro Internacional “Caminhos de paz” organizado pela Comunidade de Santo Egídio em Münster e Osnabruck, Alemanha:

“Aleppo espera o retorno dos seus bispos e sacerdotes sequestrados, espera o fim da guerra”. “A guerra não se combate com a guerra, mas com o diálogo, com o perdão, com a reconciliação e com a vontade de começar uma nova vida caminhando por caminhos de paz”.

O prelado, à frente da comunidade armênia da cidade símbolo do longo conflito sírio, recordou os bispos de Aleppo e todas as crianças, mulheres e refugiados que esperam a volta da paz.

“De todos eles – afirmou – sobe o grito “nunca mais a guerra” – porque a guerra é sempre uma tragédia inútil”.

Os dois prelados foram sequestrados em 22 de abril de 2013 próximos à fronteira com a Turquia quando se dirigiam para Aleppo.

Eles foram parados por homens armados que os intimaram, junto com o motorista, a descer do carro. Depois de terem assassinado o motorista no local, levaram os dois bispos a um local desconhecido. Desde então soube-se apenas de notícias contraditórias a respeito do paradeiro deles, intercaladas por longos períodos de silêncio.


Fonte: Rádio Vaticana | (JE)

 
 

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