A toda a plenitude da Igreja
A Graça e a Paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e, de nossa parte, oração, bênção e perdão.

Amados irmãos e Filhos abençoados no Senhor,

Pela graça e misericórdia de Deus, entraremos, a partir de amanhã, no tempo da Santa e Grande Quaresma, período apropriado para a conversão da alma humana, da nossa própria alma ao Senhor.

É este um tempo de permanente recolhimento diante do mistério de Deus que se desdobra dia a dia, isto é, ante o próprio mistério da salvação do gênero humano. E, sendo a oportunidade em que se oferece o santo jejum, este período se reveste de uma característica toda particular: o arrependimento e a sobriedade da alma que, especialmente neste tempo cheio de santos propósitos, é chamada à santidade, a tomar consciência das coisas transitórias e temporais, avançando gradualmente para as mais elevadas, superiores e espirituais.

André de Creta, no Grande Cânone de sua autoria, fala de modo pertinente e sintético, a si próprio e a toda alma atormentada pelas tentações e preocupações desta vida presente. O santo, consciente do peso da alma humana ferida pelo pecado, clama em agonia: «Alma minha, alma minha, por que dormes?». Este clamor conduz à tomada de consciência da futilidade e do indescritível temor pelo final da vida nesta terra: o fim está próximo, e serás (alma minha) presa da perturbação. Ante o fim inesperado da vida que se aproxima como um ladrão na noite, o Luminar de Creta chama a si mesmo e a toda alma ferida e perpassada pelo medo e pela insegurança: «Arrepende-te, pois, a fim de que, o Cristo, presente em toda parte e que tudo plenifica, tenha piedade de ti» (…) [Baixe na íntegra a versão em pdf para seguir lendo].

 
 

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