patriarca-bartolomeuParis (França), 09 de dezembro de 2015 –De repente, algodão, linho, cerâmica, azeite de oliva, um violino, um barco e, especialmente, um globo surge na nave central de Notre Dame, em Paris; era nove horas, e a Vigília Ecumênica pela Criação havia alcançado sua dimensão ecológica; esses objetos estavam lá para representar que “a diversidade dos recursos naturais é finita e temos de aprender a partilhar.” No final da procissão o grande globo azul foi exposto ao centro e estas palavras foram ouvidas: “Estamos conscientes de que a criação é um dom que nos foi confiado e que somos responsáveis por toda a terra ante às gerações futuras”.

Mais de 50 líderes religiosos de todo o mundo juntaram-se à procissão na quinta-feira passada, entre eles, vários cardeais católicos romanos, uma boa representação de bispos ortodoxos, seis bispos anglicanos, bem como luteranos e líderes de igrejas protestantes (…)

O Conselho das Igrejas Cristãs na França (CECEF) teve a ideia de organizar esta cerimônia durante COP21. Através da oração, os líderes de 195 países se reuniram em Le Bourget para demonstrar a sua ousadia. Pastor François Clavairoly, o Metropolita ortodoxo Emmanuel e Dom Georges Ponthier Adamakis co-presidiram na presença do Cardeal André Vingt Trois, Arcebispo de Paris.

Não era a exuberância de Desmond Tutu, bispo anglicano da África do Sul que em 2009 celebrou um ato ecumênico vibrante em um templo de Copenhague, antes da manifestação entusiasta em que delineou os passos do movimento da “justiça climática”.  No entanto, a cerimônia em Notre Dame escutou palavras fortes, incluindo a mensagem do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, o “Patriarca Verde”, que cancelou sua viagem a Paris, mas enviou uma mensagem na qual assinala que “para os céticos, devemos dizer que o meio ambiente é um todo que supera a fauna e a flora. A fraternidade é uma questão de justiça, como elemento constitutivo de um humanismo por descobrir”. O “Patriarca Verde” sublinhou ainda a necessidade da “conversão dos corações, se quisermos preservar a nossa Criação”, observando que os cristãos são chamados a ser o “sal da terra e a luz do mundo”. Sua mensagem foi lida pelo Metropolita Emmanuel.

Três líderes conjuntos do CECEF insistiram na “necessidade de questionar nosso modo de consumo mediante a adoção de práticas de austeridade e simplicidade”. Eles recordaram a responsabilidade dos políticos em relação à COP21. Especificamente, por ter conseguido “limitar o aquecimento a 2° C para que os mais vulneráveis de nossos irmãos e irmãs e as gerações futuras não sejam mais vítimas”.

A liturgia foi um rico serviço de salmodia, orações e música, incluindo vozes de Notre Dame, da Igreja Ortodoxa e um coro protestante.

Fonte: Blog Mexico Anglicano

 
 

0 comentários

Seja o primeiro a deixar um comentário.

Postar um comentário


 
 
 

Assine nossa Newsletter

Pesquisar

Arquivos