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A Igreja Ortodoxa no Brasil e no mundo
 
 
 

A Igreja da Bulgária

PATRIARCA NEOFIT
DA BULGÁRIA

SEDE PATRIARCAL:

Oboriste 4 1090, Bulgaria
Tel: +359-2-88-23-40 - fax: +359-2-87-23-28
email: synod@aster.net
Website: http://www.bg-patriarshia.bg/

A Igreja Ortodoxa da Bulgária

presença das primeiras atividades cristãs na atual Bulgária, remonta os primeiros séculos quando um Concílio de Bispos se reuniu em Sárdica (atual) no ano de 343.

Esta região foi depois ocupada por tribos búlgaras pagãs que tiveram os primeiros contatos com os cristãos. Um fato foi decisivo para o crescimento do cristianismo na Bulgária: o Batismo do Rei Boris I celebrado por um bispo bizantino no ano de 865, que iniciou um forte processo de cristianização do povo.

Vale observar que a Bulgária, ora esteve sob a jurisdição de Roma, ora de Constantinopla, durante muito tempo, convertendo-se em um dos mais importantes temas de disputa entre as duas tradições. No entanto os búlgaros optaram por permanecer sob a jurisdição de Constantinopla e pela cultura bizantina.

No século X , o Estado da Bulgária começou a tornar-se muito poderoso e, em conseqüência disto, no ano de 927, Constantinopla reconheceu o Rei da Bulgária com o título de “Imperador dos Búlgaros”, e ao Arcebispo de Preslav foi outorgado o título de “Patriarca da Igreja Búlgara.”

No ano de 971, o Império de Bizâncio reclamou suas terras lançando-se contra o Império Búlgaro. O Patriarca da Bulgária decidiu fugir e exilar-se na vizinha Macedônia, morando na cidade de Ohrid; no entanto este Patriarcado não sobreviveria por muito tempo, posto que no ano de 1018, a Macedônia também cairia sob o jugo do Império de Bizâncio, reduzindo o antigo Patriarcado a um Arcebispado Autocéfalo.

Em 1186, a Bulgária reconquistou a sua independência com o estabelecimento do Segundo Império, com sede em Turnovo. Depois de longas negociações, a Igreja da Bulgária reconheceu a supremacia do Romano Pontífice, no ano de 1204, mas este acordo se rompeu depois de 30 anos em 1235, quando o imperador da Bulgária se aliou aos gregos contra o avanço dos latinos. Em conseqüência disto, o Patriarca de Constantinopla restaurou a condição de Patriarcado à Igreja Ortodoxa da Bulgária.

No início da dominação turca em 1393, a Igreja Ortodoxa Búlgara perdeu seu status de autocefalia e foi integrada novamente ao Patriarcado de Constantinopla.

Em 1870, o governo do fraco Império Otomano autorizou o restabelecimento de uma Igreja Ortodoxa Búlgara Nacional, na qualidade de Exarcado autônomo.

Em 1872, Constantinopla reagiu violentamente declarando esta Igreja como cismática. Esta lamentável separação continuou por muito tempo, mesmo depois que a Bulgária transformou-se em Principado (1878), e finalmente em um Reino independente em 1908.

Somente em 1945 o Patriarcado Ecumênico de Constantinopla reconheceu novamente a Autocefalia da Igreja Ortodoxa da Bulgária, anulando o cisma. O Metropolita de assumiu o título de Patriarca em 1953, mas foi reconhecido como tal pelo Patriarcado Ecumênico somente em 1961.

Durante o período comunista que teve inicio em 1944, o governo implementou uma política religiosa similar a da União Soviética e, por esta razão, a presença da Igreja foi pouco relevante para a vida nacional .

A Igreja Ortodoxa da Bulgária não saiu ilesa dos tumultuosos acontecimentos que acompanharam a queda dos regimes comunistas. Em 1991, um novo governo criou um Departamento para os Assuntos Religiosos, dando inicio às reformas das instituições religiosas no país.

Em março de 1992, insinuou-se que a eleição realizada em 1971da qual resultou eleito o Patriarca Maxim, havia sido ilegal porque a nomeação havia sido feita pelo governo comunista, de forma não canônica. Isto provocou uma divisão entre os bispos. De um lado estavam 3 bispos liderados pelo Metropolita Pimen de Nekrop que foi quem solicitou publicamente a deposição do Patriarca Maxim; do outro, estavam os que seguiam o Patriarca.

Em janeiro de 1993, uma delegação do Patriarcado Ecumênico visitou com a intenção de solucionar o problema, porém não obteve êxitos.

Tempos mais tarde, a disputa gerou um cisma, quando em 4 de julho de 1996, o Metropolita Pimen foi instalado como Patriarca rival, acusando o Patriarca Maxim e todo o Sínodo de anátema.

Quando Petar Stoyanov assumiu a Presidência da Bulgária, em janeiro de 1997, Pimen conduziu a cerimônia de Bênção do novo mandatário . Um ano mais tarde, o Presidente Búlgaro chamou a ambos os Patriarcas, sugerindo a renúncia dos dois a fim de facilitar a eleição de um novo, chegando pondo fim ao Cisma.

Em 30 de setembro de 1998, se reuniu em um “Sínodo Extraordinário” da Igreja Ortodoxa Búlgara, encerrando-se em 1º de outubro deste mesmo ano. Este Sínodo foi presidido pelo Patriarca Ecumênico Bartolomeu I que solicitou a presença de outros seis Patriarcas e vinte metropolitas, destacando-se as presenças do Patriarca Alex II de Moscou e o Patriarca Petros VII de Alexandria. O Sínodo finalmente reconheceu a absoluta legitimidade do Patriarca Maxim, alcançando a reconciliação dos grupos antagônicos.

O Patriarca Pimen e os Bispos dissidentes se arrependeram de suas ações e foram novamente acolhidos na Igreja Ortodoxa da Bulgária em seus antigos postos, bem como o clero e fiéis que os seguiam.Em 1997, se reuniu em , o 1º Concilio Geral da Igreja ortodoxa da Bulgária sob a jurisdição do Patriarca Maxim, depois de 40 anos de silêncio forçado.

O Concilio fixou suas atenções nas novas possibilidades que se abriam a partir da queda do marxismo, chamando o governo a permitir o desenvolvimento de suas atividades pastorais nas várias áreas da vida pública, incluindo os meios de comunicação; solicitou também às autoridades que garantissem a instrução religiosa nas escolas, bem como o estabelecimento de capelanias nas Forças Armadas, prisões e hospitais pela Igreja Ortodoxa, requerendo a devolução das propriedades eclesiásticas confiscadas pelo antigo governo comunista. Estas medidas foram adotadas no início do processo de restauração da vida eclesial, do desenvolvimento de programas de catequese e de formação teológica, até a criação de importantes programas de ação social.

Em seu aspecto interno, a Igreja Ortodoxa da Bulgária fortaleceu a presença e ação dos leigos na vida da Igreja, dando também grande impulso ao movimento monástico. Os novos estatutos da Igreja substituíram aqueles instituídos em 1953 sob a pressão dos comunistas. Finalmente, a instrução religiosa nas escolas foi restabelecida em setembro de 1997.

Novas faculdades de teologia foram criadas desde a queda do comunismo; atualmente há seminários ortodoxos búlgaros em Plovdiv e Sofía, bem como faculdades de teologia na Universidade de e na Universidade de São Cirilo e São Metódio em Veliko Tarnovo. Até meados de 1997 a Igreja Ortodoxa Búlgara contava com 11 dioceses no país e outras duas fora do território nacional búlgaro, com 2600 paróquias atendidas por 1500 sacerdotes, cerca de 120 monastérios com uma população de 400 monges e monjas.

O Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Búlgara esta constituído pelo Patriarca e todos os bispos diocesanos, sendo a suprema autoridade eclesiástica, judicial e administrativa, dentro da Igreja.

O Sínodo se compõe de dois corpos: o Sínodo Pleno, que se reúne nos meses de junho e novembro, ou a cada vez que se julgue necessário e, o Pequeno Sínodo, constituído pelo Patriarca e por quatro bispos eleitos pelo Sínodo Pleno por um período de quatro anos. Este Sínodo está em contínuo estado deliberativo e se encarrega dos assuntos da Igreja.

O Patriarca preside ambos os corpos e mantém as relações com o Estado e com as demais Igrejas.

Vale destacar finalmente a existência de outra diocese ortodoxa búlgara que está sob o omofórion da Igreja Ortodoxa na América (OCA) e é presidida pelo arcebispo Kyrill.

Síntese histórica:

  • O Cristianismo ingressou nos Bálcãs no início do meado do século IX, graças aos missionários e pregadores enviados pelo Patriarcado Ecumênico;
  • O rei Boris adotou o Cristianismo em 864, graças aos esforços de sua irmã, a princesa Teodora, e o gigantesco empenho de Metódio, que concitou o povo Búlgaro a adotar o Cristianismo;
  • O rei Simão, filho de boris, declarou em 927 o Arcebispo da Bulgária Patriarca independente, desligando-o do Patriarcado de Constantinopla,fixando-lhe a sede na cidade de Dorostol (atual Silestra) e depois em Okhrida;
  • O Imperador Bizâncio, cujo apelido é "o conquistador dos Búlgaros," conquistou o Reinado Búlgaro e integrou o Arcebispao de Okhrida no conjunto Bizantino;
  • Em 1185, restituiu-se o reinado búlgaro pelos dois irmãos Pedro e Acim, sendo então novamente constituído o Arcebispado, porém com sede em Ternovo;
  • Nos fins do século XIV (1393 - 1398), a Bulgária fora conquistada pelas armas Otomanas que eliminaram o Arcebispado de Ternovo, submetendo as suas dioceses ao Patriarcado de Constantinopla, bem como subordinaram o Arcebispado de Okhrida em 1767 ao Patriarca Ecumênico Samuel;
  • Separou-se a Bulgária, em princípio, do Patriarcado Ecumênico em 1860 e, em 1872, constituíram um exarcado, declarando-se definitivamente independente;
  • Em 1874, o Santo Sínodo de Constantinopla suspendeu a excomunhão que tinha aplicado contra a Igreja da Bulgária, proclamando seu chefe espiritual Metropolita e Exarca de e de Toda a Bulgária;
  • A Bulgária elevou seu Exarcado a Patriarcado em 1953;
  • As Igrejas Ortodoxas reconheceram, em 1961, o Patriarcado da Bulgária.

 


Fonte:

Pro-ortodoxia

Tradução do Espanhol por: Pe. André (João Manoel) Sperandio

 

 

 

Bulgária: igrejas e monastérios.

ilhares de peregrinos e turistas visitam as antigas igrejas e monastérios, construídos no período do século IX, até os dias de hoje, na região dos Ródopes, no sul da Bulgária. Os primeiros sinais de vida na região datam do período neolítico. Mais tarde, na área montanhosa dos Ródopes se assentaram os povos trácios proliferando sua rica cultura, construindo templos preciosos onde rendiam culto a seus deuses pagãos. Supõe-se que o início da cristianização nos Ródopes foi no século IV depois de Cristo. Nos anos seguintes inicia a construção dos primeiros templos cristãos nesta região. Até o momento os arqueólogos já descobriram mais de trinta templos da época. Entre os séculos IX e XI na montanha, tem início a edificação de grandes igrejas e monastérios que se convertem em verdadeiros centros culturais e espirituais dos Balcãs. A invasão dos muçulmanos no século XIV põe fim no florescimento cultural e espiritual nesta parte do continente europeu. Apesar disso, durante a dominação turca, que durou cinco séculos, grande parte da população cristã manteve estreito contato com os monastérios do Santo Monte Athos, na Grécia, também chamado de república monástica do mundo ortodoxo, e assim conseguiu conservar sua religião, o cristianismo.

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«Ao norte de Smolian, uma cidade ao sul da Bulgária, se encontra o famoso monastério de Bachkovo que data do século XI, e ao sul deste está o centro cultural e religioso do Monte Athos. Os peregrinos que iam e vinham entre os dois centros culturais passavam pelos Ródopes e assim ajudaram no enriquecimento cultural e religioso desta montanha», afirma Tânia Mareva, diretora do Museu de Historia de Smolian. Nos anos trinta do século XIX, com a concessão de maior liberdade religiosa iniciou-se a construção de numerosos monastérios e igrejas. Em pouco menos de três décadas, nos Ródopes Centrais se construíram mais de20 igrejas e monastérios.

«No território dos Ródopes existem mais de 34 basílicas da época antiga do cristianismo, bem como 115 igrejas do renascimento. As igrejas renascentistas mais antigas nos arredores de Smolian datam do ano de 1834. Ademais, nos últimos anos teve início a construção de novos templos cristãos que, hoje em dia, atraem numerosos turistas. O interessante é que a população, tanto cristã como muçulmana respeita igualmente a mesquita e o monastério e se esforçam por conservá-los para as futuras gerações. [...]

Na cidade de Kardzhali, ao sudeste da Bulgária, encontra-se o centro cultural São João Podrom, único em seu gênero, do século XI edificado no lugar de uma basílica de três naves do século IX. A mostra mais interessante da época cristã na montanha é o monastério de Bachkovo do século XI. Com o passar dos anos este centro foi objeto de muitas ampliações e, hoje em dia dispõe de três igrejas e seus afrescos se encontram entre as mais apreciadas mostras da arte sacra no mundo ortodoxo.

Não muito longe de Asenovgrad, às margens do rio Chaia, avista-se a silhueta da igreja da Santíssima Virgem de Petrich dos séculos XI e XIII, incluída no roteiro turístico religioso. Objeto de interesse especial é a Igreja da Santíssima Virgem Maria, do povoado Shiroka Laka, que conserva sua arquitetura de mais de 150 anos. Os muçulmanos e os cristãos dos Ródopes convivem pacificamente desde há muitos séculos.

A igreja da Santíssima Virgem Maria de Shiroka Laka é parte do conjunto arquitetônico renascentista junto com as escolas, cemitério e campanário. Edificada no ano de 1847, a igreja de São Nicolau no povoado de Kovachevtsi conserva 74 ícones antigos feitos por célebres iconógrafos búlgaros.

Centenas de milhares de peregrinos visitam estas duas igrejas e as 15 capelas da localidade. Cada povoado da montanha tem pelo menos um templo cristão.


FONTE:

Web site da Rádio Bulgária

Texto e fotos: Veneta Nikolova

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